É uma situação nova para Fabiano Soares. Se ele já está acostumado com as alterações no Atlético – sob o comando do treinador, o Furacão não repetiu uma escalação sequer no Campeonato Brasileiro –, pela primeira vez ele perdeu um de seus “intocáveis”. Esteban Pavez levou o terceiro cartão amarelo e desfalca o time contra o Vasco, neste domingo (19), às 19h, na Arena da Baixada. É uma ausência e tanto para o técnico.

Desde que chegou ao Furacão, já no decorrer do Brasileirão, o chileno Pavez conquistou a posição de titular. Com um estilo discreto dentro e fora de campo (ele raramente dá entrevistas, mesmo no já restrito ambiente rubro-negro), o gringo tomou conta da posição. Ele estreou na competição justamente contra o Vasco, na 17ª rodada. De lá pra cá, jogou todas, sendo substituído apenas contra Vitória e Cruzeiro. Totaliza 1671 minutos em dezenove jogos.

Mas levou o terceiro cartão contra a Ponte, na última quarta-feira (15), e agora pela primeira vez ficará de fora. “O Pavez é um grande jogador e infelizmente não poderá jogar”, disse, no seu estilo sintético, o técnico Fabiano Soares, rapidamente também minimizando a ausência do camisa 21. “Mas temos substitutos à altura, que podem nos dar garantia de um bom jogo”, completou o comandante atleticano.

O que fica aberto é quem são esses substitutos na cabeça do técnico e do Departamento de Inteligência do Futebol (DIF), que tem participação ativa na definição de quem fica à disposição do treinador a cada rodada. Sem Deivid, que segue fora se recuperando de lesão, as outras opções para atuar como primeiro volante são Bruno Guimarães e Eduardo Henrique, que até aparecem vez por outra no banco de reservas, mas que são pouco utilizados. Até agora, Eduardo jogou 15 vezes, e Bruno em apenas quatro.

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A rigor, a opção mais natural, por tudo que Fabiano mostrou no seu trabalho, seria a escalação de Matheus Rossetto e Lucho González, dando liberdade a Sidcley (ou Douglas Coutinho, ou até Felipe Gedoz), Pablo e Guilherme no setor de criação. Uma formação inclusive mais agressiva em um jogo que o Atlético precisa ganhar para manter viva suas chances de conquistar uma vaga na Copa Libertadores do ano que vem. “Jogando bem, tendo mais a bola e criando mais, você está mais perto da vitória. Eu penso que uma equipe grande tem que jogar no ataque, propondo o jogo”, resumiu Fabiano Soares.