Ao final da vitória sobre a Chapecoense, Milton Mendes estava mais eufórico – e mais aliviado. Dos jogos na Baixada, o de ontem pela manhã foi o que mostrou mais o treinador agitado, preocupado, irritado mesmo com as dificuldades do Atlético. Por isso ele não teve dúvidas em agradecer por um bom tempo os torcedores rubro-negros, para quem ele dedicou o triunfo.

O treinador admitiu que o desempenho não foi o ideal. “Não jogamos tudo que poderíamos, mas vencemos. Neste campeonato, já jogamos bem melhor e perdemos. E desta vez o que precisávamos fazer era vencer. Precisávamos acima de tudo dos três pontos, o que nós felizmente conseguimos”, avaliou MM.

O jogo truncado, principalmente no primeiro tempo, era esperado. “Nós imaginamos isso. A Chapecoense tem um time forte tecnicamente e fisicamente, e acabou ficando uma partida pegada. Eles vieram com uma proposta defensiva, e nós, o inverso. Tanto que tivemos 65% de posse de bola no campo do adversário”, ressaltou o treinador, feliz com o trabalho do time, que estava recheado de garotos. “Nossa equipe foi madura mesmo com muitos jovens em campo”, afirmou.

Para Milton, era um jogo decisivo. Primeiro, para recuperar o time da série de maus resultados. Depois, para dar moral ao grupo já que jogadores fundamentais estavam fora. Por isso ele foi mais participativo que nunca. Cobrou muito os atletas durante o jogo. Mas, ao final, elogiou. “Nós temos um plantel de 30 jogadores, e todos são importantes. A única peça importante nisso tudo é o elenco do Atlético, o nosso símbolo, que é o clube. Nós todos fazemos parte de uma engrenagem onde cada um faz a sua parte”, finalizou.

Chape

Do lado adversário, uma série de rostos conhecidos. Vinícius Eutrópio, o treinador, teve longa passagem pelo Atlético. O auxiliar Marquinhos Benato fez história no Pinheiros e no Furacão, um dos grandes craques do futebol paranaense na década de 1980. E em campo, Danilo (ex-Londrina), Neto (ex-Iraty), Dener (ex-Coritiba), Roger e Cléber Santana (ambos ex-Atlético). E foi Cléber quem deu a declaração mais forte após a derrota do time catarinense. Ele detonou o gramado da Arena da Baixada.

“O jogo foi bem disputado, duro, estádio bonito, mas o gramado é uma merda, muito ruim, difícil de jogar futebol. Entramos ligados no jogo, um jogo bem disputado, duro, onde eles conhecem o gramado. O gramado é terrível, todo mundo escorregando e todos de travas. Por isso o Atlético não deixa fazer o aquecimento no campo antes da partida”, reclamou o meio-campista.