O meia Luciano Cabral segue detido pela justiça de General Alvear, na província de Medonza, mas deve ter o futuro definido nas próximas horas. Ele é suspeito de envolvimento na morte de Johan Villegas, de 27 anos, no último domingo (1).  Em entrevista ao Día del Sur, o advogado Gustavo Nedic, que mantém conversas com o atleta, disse que ele continua preso porque a justiça ainda busca mais esclarecimentos.

“Estão buscando provas e dependendo do que encontrarem, podem liberá-lo ou pedir a prisão preventiva”, disse.

O advogado, que acredita na inocência de Cabral, também falou da preocupação em se resolver logo o caso, já que o jogador pode ter prejuízos na carreira. “Ele estava de férias e acabou nesta situação”. O defensor também disse que Luciano alega que estava nas proximidades, mas não se envolveu na confusão que terminou em morte.

O presidente atleticano, Luiz Sallim Emed, disse à Tribuna que o clube está atento ao caso.

“É uma situação individual e pessoal, mas o departamento jurídico do clube está tentando manter contato com o jogador a fim de ajudá-lo no caso”, diz Emed. De acordo com o presidente, a missão ainda não foi bem sucedida. O atleta, que pertence ao Argentino Juniors, tem contrato por empréstimo com o Furacão até a metade do ano.

Cabral entrou em contato com o Rubro-Negro também na terça-feira (3), para tranquilizar o clube sobre o ocorrido. “Ele disse que poderíamos ficar tranquilos, que não precisávamos nos preocupar. Ele volta no dia 11 para a pré-temporada e aí vamos saber mais detalhes e a comissão técnica vai decidir o que fazer com o atleta”, declarou o dirigente.

Detenção 

Depois de ter o envolvimento em um assassinato descartado, o meia Luciano Cabral, do Atlético, acabou detido pela polícia na Argentina na terça-feira (3). O jogador se apresentou voluntariamente para prestar esclarecimentos sobre o crime, em General Alvear, em Mendoza, na Argentina, e acabou sendo preso, pode decisão da Justiça.

Inicialmente, a participação dele na morte de Joan Villegas havia sido descartada. O pai do atleta, e um menor de 17 anos, foram apontados como os autores do homicídio e estão presos. Entretanto, a polícia decidiu ouvir o depoimento do meia do Furacão para esclarecer o envolvimento ou não dele.