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Mais maduro, mais cascudo e atuando com imposição. Do jeito que o torcedor quer e espera. O Atlético, dessa forma e com direito a gritos de olé, conquistou sua vaga para a final da Taça Caio Júnior do Campeonato Paranaense ao golear o Maringá por 5×0, na noite de domingo (25), na Arena da Baixada. O Furacão, calejado depois de ser eliminado na semifinal do primeiro turno, terá pela frente agora o Londrina, já nesta quarta-feira (28), também no Joaquim Américo, às 20h. Em jogo, estará a conquista do segundo turno e a vaga na finalíssima do Estadual para enfrentar o Coritiba.

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O Atlético entrou em campo pressionado pela eliminação na semifinal do primeiro turno, quando perdeu para o Rio Branco em plena Arena da Baixada na disputa de penalidades. Desta vez, porém, o Furacão tinha do outro lado um time muito mais organizado e que impôs dificuldades durante toda a partida. O Maringá, sabendo da forma que o Rubro-Negro atua, com toque e posse de bola, adiantou a sua marcação e forçou o erro dos comandados do técnico Tiago Nunes.

Digno de um jogo de semifinal, a partida apresentou boas alternativas para os dois lados, pelo menos nos 45 minutos iniciais. Quando Marcinho, nos primeiros minutos, mandou a primeira bola na trave do goleiro Ednaldo, o torcedor atleticano parecia rever o filme da semifinal contra o Rio Branco, disputada há um mês.

O Zebra, mesmo atuando fora de casa, não abdicou de atacar. O time do interior conseguia chegar com perigo quando conseguia explorar os erros na saída de bola do Atlético. O goleiro Caio, em pelo menos três oportunidades, livrou o Furacão de tomar o primeiro gol. Do lado dos mandantes, o lateral-esquerdo Renan Lodi, o meia João Pedro e o atacante Ederson ditavam o ritmo ofensivo para furar a boa postura defensiva do adversário.

Ederson teve mais uma boa atuação e se isolou na artilharia do Paranaense. Foto: Lineu Filho
Ederson teve mais uma boa atuação e se isolou na artilharia do Paranaense. Foto: Lineu Filho

Quando o primeiro tempo se encaminhava para um empate sem gols, o Atlético conseguiu marcar. Aos 37, Renan Lodi, sempre presente no ataque, aproveitou cruzamento de Ederson e a falha do goleiro Ednaldo para abrir o marcador e dar um pouco mais de tranquilidade à equipe.

Toda a dificuldade encontrada no primeiro tempo foi deixada no vestiário pelo Furacão. O duelo complicado, na verdade, virou um passeio nos 45 minutos finais. Com outro pique ofensivo e sem dar chances para o Maringá, o Rubro-Negro colocou o time do interior na roda. O segundo gol, marcado logo aos 7 minutos por Marcinho, deu ainda mais tranquilidade ao jovem elenco atleticano.

Do outro lado, o Zebra sentiu o golpe. Até então organizada e impondo dificuldades, a equipe do Norte passou a ser presa fácil. Com mais espaços, o técnico Tiago Nunes apostou na entrada de Yago para explorar os contra-ataques. O terceiro gol veio logo depois, em outro gol de Marcinho. Desta vez, o time atleticano, com gritos de olé da torcida, tocou bola de pé em pé para marcar.

O Maringá perdeu a cabeça. Paulinho Mocellin, que ainda tentava alguma coisa em termos ofensivos, deu uma entrada dura em Deivid e foi expulso. Com um jogador a mais e larga vantagem no placar, o Furacão deitou e rolou. O quarto gol veio com Ederson, em boa trama ofensiva entre João Pedro e Renan Lodi, que foram os destaques ofensivos na partida.

Se enganou quem pensou que o Atlético ia parar por aí. Na verdade, guardou o melhor para o final. Em outra boa jogada pela esquerda, Yago achou Ederson, que coroou sua boa atuação com um golaço de letra e que fechou com chave de ouro a noite rubro-negra na Arena.

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