Se era experiência que estava faltando ao Atlético, agora não falta mais. Depois de, na última temporada, reclamar em alguns jogos da falta de maturidade do elenco atleticano, o técnico Paulo Autuori contará com um elenco mais rodado e capaz de suportar os desafios que o clube terá para seguir adiante na Libertadores e ter boas participações no Campeonato Paranaense, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro. Além dos zagueiros Thiago Heleno e Paulo André, os novos reforços do Furacão, o meia Carlos Alberto e o atacante Grafite também passarão a contribuir com a experiência para a equipe a partir de agora.

A rodagem que ambos trazem, juntamente com jogadores mais jovens, caso do atacante Luis Henrique, de 18 anos, que também foi apresentado pelo clube ontem, é um ponto de partida importante para quem quer fazer uma grande temporada, principalmente na Libertadores, competição que traz características diferentes.

“É uma mescla importante, ainda mais na Libertadores. Nosso ano não se resume à Libertadores, mas é a competição mais importante do ano. A Libertadores é um campeonato diferente do próprio Paranaense e do Brasileiro. Há uma rivalidade sul-americana muito grande. É uma partida diferente, com estilo diferente. Então, a mescla com jovens é boa para o clube. Será importante a gente passar tranquilidade aos mais novos e os mais novos nos passar esse espírito jovem”, apontou Grafite, que, aos 37 anos, voltará a disputar a competição internacional depois de 11 temporadas.

O meia Carlos Alberto, que não joga uma partida oficial desde setembro, sabe que futebol não é uma receita de bolo, mas acredita que o caminho tomado pela diretoria rubro-negra na formatação do elenco pode dar uma resposta positiva no futuro.

“O caminho é esse. Você ter jogadores experientes e que tenham participado de algumas competições e poder dar mais tranquilidade aos mais jovens. Receita a gente sabe que não é. Só acaba sabendo no final. Mas um norte já tem. A diretoria, comissão técnica estão indo no mercado e escolhendo a dedo jogadores, principalmente com perfis que fazem do ambiente um atmosfera muito boa no clube”, acrescentou ele.

Carlos Alberto, de qualidade indiscutível, mas com polêmica fora das quatro linhas, garantiu que não se incomoda com a sua fama de “bad boy” adquirida nos clubes onde passou. O jogador espera, no Rubro-Negro, voltar a mostrar seu melhor futebol.

“Na verdade eu não me preocupo muito. Não sou alérgico a críticas. A fama é muito relativa. Se pegar um carro e ir ali derrubar um poste, vou ficar famoso por isso. Pode ser negativa ou positiva. Espero que nesse ano seja melhor, que deixe as lembranças positivas, assim como deixei em outros lugares onde tive muitas conquistas. Toda essa atmosfera que está se criando, creio que vem coisa boa por aí”, prometeu.

Os dois, além da oportunidade de voltar a trabalhar com o técnico Paulo Autuori, foram atraídos a vestir a camisa atleticana pela estrutura que o clube oferece. Durante a apresentação, eles falaram bastante das condições que o Atlético oferece para a longevidade do jogador.

“Quando se fala em estrutura no Brasil, em longevidade ao atleta, esse clube é referência. Tive um tempo aqui de preparação com a seleção brasileiro em 2010 e isso pesou bastante, além do fato de jogar a Libertadores e de trabalhar de novo com o Paulo (Autuori). Tudo isso agregou e o Atlético é um clube que sempre chega e espero poder repetir o desempenho que tive ao longo da carreira agora no Atlético”, finalizou o novo candidato a goleador rubro-negro.