As últimas semanas têm sido agitadas no Atlético. Jejum de vitórias em diversas competições, o time na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro durante a intertemporada, a demissão do técnico Fernando Diniz, o anúncio de uma parceria questionada e a chegada de reforços. E em meio a tantas reviravoltas, o torcedor atleticano se questionou sobre quem, de fato, está cuidando do mercado para que o Furacão possa sair dessa crise.

Isso porque no dia 26 de junho, o presidente do Conselho Deliberativo do Rubro-Negro, Mário Celso Petraglia, publicou uma carta aberta no site do clube e deu a entender que se afastaria do cargo. O texto foi publicado com o objetivo de falar como o mandatário teve que abrir mão de seu projeto inovador no futebol – o qual Diniz fazia parte – e precisou ceder aos “conservadores”, que exigiram o desligamento do treinador. Porém, em certo momento, ele falou sobre, supostamente, deixar o futebol do Atlético.

“Estou saindo das quatro linhas, mas ninguém pode dizer que me faltou coragem para propor o novo. Meu sentimento no momento é de tristeza, mas minha consciência nunca esteve tão tranquila, ciente de que fiz o que pude antes que sejamos engolidos pela mudança”, dizia a publicação.

Algumas pessoas entenderam que Petraglia, com o texto, abriria espaço para que Luiz Salim Emed, presidente do Conselho Administrativo, pudesse desempenhar mais ativamente sua função no Atlético, tendo mais poder de decisão sobre o departamento de futebol.

Porém, no dia 29 de junho, apenas três depois da declaração, foi Petraglia quem esteve à frente da coletiva de imprensa que anunciou o acordo entre o Furacão e a Inoovi, uma empresa que atua no mercado de criptomoedas. Na ocasião, o dirigente foi questionado sobre o que quis transmitir com o texto, mas se negou a detalhar suas intenções com essa declaração em meio ao texto.

“A carta se explica por si só”, disparou o porta-voz atleticano, evitando repercutir o “desabafo” publicado no site.

Avesso à comunicação direta, é comum que o mandatário se expresse com textos subliminares ou até mesmo no sentido figurado. No mês me maio, por exemplo, em entrevista a um jornalista de São Paulo, Petraglia falou que utilizava o Furacão como terapia extrema.

“Eu sou há 21 anos psicanalisado. 21 anos num divã. Cinco vezes por semana”, declarou em tom de metáfora, referindo-se a como atuar no Atlético faz bem para sua saúde.

Portanto, ao que tudo indica, Mário Celso Petraglia continuará sendo o homem forte do Furacão. E no sentido literal.