O presidente do Atlético, Mario Celso Petraglia, negou que pretende participar de um futuro governo de Jair Bolsonaro a partir do ano que vem, conforme foi ventilado na mídia nos últimos dias. Em entrevista à Rádio Transamérica, o mandatário rubro-negro destacou que realmente apoiou o candidato, mas que “não tem intenção de ingressar na política”.

“Não procede essa informação. É fake news. É uma questão de princípio. Nós optamos por apoiar um novo governo. Há uma necessidade de uma limpeza no Brasil. Infelizmente, a esquerda só prometeu e não fez nada. Nós fomos a favor dessas mudanças. Não tenho nenhuma intenção de participar do governo. Já passei o meu tempo de política. Agora, eu quero ajudar o Atlético. É claro que nós também queremos que aconteçam mudanças no futebol. Vamos continuar trabalhando em favor do futebol brasileiro”, ressaltou o dirigente.

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Sobre a relação conturbada com a torcida do Furacão, Petraglia destacou que quer acabar com a violência dentro dos estádios e que procura uma evolução no futebol com a biometria dentro da Arena da Baixada.

“Nós queremos deixar um legado. O objetivo da biometria é acabar com a impunidade. Nós já temos quase 20 prisões de pessoas que cometeram os crimes e acabaram detidos no estádio. O problema da violência não está dentro do estádio. Nós queremos que as famílias voltem. Nós tentamos torcida única contra o Fluminense e a Conmebol não concordou. Terá um grande custo por conta da vinda da torcida organizada do Fluminense. Eu não sou contra a torcida visitante. Sou contra a violência. Não se resolve isso. É um custo absurdo”, disparou o cartola.

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Petraglia completou a posição do clube de colocar a Torcida Organizada Os Fanáticos no setor que a facção não quer ficar. “Nós precisamos alugar as lojas do boulevard. São dois anos que os comércios estão lá e ninguém quer. Os empresários não querem ficar ali por causa da torcida organizada”, frisou o mandatário.

Com relação à postura do Atlético, de disputar o Campeonato Paranaense com um time de “Aspirantes”, Petraglia destacou que o clube seguirá com essa posição.

“Faz seis anos que temos a política de jogar o Estadual com um time alternativo e seguiremos assim. Tem que ter Estadual o ano inteiro, porque não podemos acabar com os clubes menores. Essa é a base do nosso futebol. O nosso time alternativo subiria até da Série B pra A. Tem que buscar receitas pra fazer isso”, declarou.

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Petraglia ainda fez questão de rasgar elogios ao técnico Fernando Diniz, que teve uma passagem muito complicada no Furacão. “Quem garante que se não estivéssemos com Fernando Diniz nós não estaríamos melhor? O Diniz é espetacular, vai ser um grande técnico. A torcida, a imprensa, os resultados, a nossa diretoria, todos ficaram com aquele pessimismo e se criou uma energia negativa. Nós interrompemos a energia negativa com a saída do Diniz. Em comum acordo com ele, nós abortamos a missão. O Fernando Diniz era uma inovação, por isso que trouxemos ele na época”, revelou.

“O Tiago Nunes está no cargo há meses. Ele é jovem, conservador. Não tem a criatividade de Diniz. Eles trabalharam meses juntos. Então, ficou um legado. Havia uma interação. Ao nível do Diniz, quem sabe o Guardiola?”, completou, garantindo a permanência de Tiago Nunes no comando técnico na temporada de 2019.

Por fim, Petraglia revelou ainda que o Atlético mudará de identidade nos próximos dias. “Não queremos ser comparados a outro clube. Vamos mudar tudo. Vamos lançar uma identidade visual. Muda cor. Muda tudo. Quem disse que o Atlético tem que ser rubro-negro?”, concluiu o cartola.

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