Novo técnico do Atlético, Fabiano Soares chega sob uma sombra que atormenta a maioria dos que assumem o comando do Furacão: a alta rotatividade na posição. Na era Mario Celso Petraglia, que começou em 1995, e teve um intervalo em 2008 e 2011, foram nada menos do que 51 trocas no cargo. Desde o retorno do dirigente, em 2012, foram 14 nomes diferentes. Nada que preocupe o novo treinador.

“Vivemos de resultados. Confio no meu trabalho, no potencial dos jogadores e não tenho medo nenhum”, destacou ele.

E se depender do presidente Luiz Sallim Emed, Fabiano ficará um bom tempo como técnico do Rubro-Negro. O dirigente reforçou que é ele, e não Petraglia, quem comanda a ‘cadeira elétrica’ de treinadores no clube e que, se depender dele, não mudará tão cedo de funcionário.

“Esta cadeira elétrica, quem aperta o botão agora sou eu. Então você pode ficar tranquilo”, afirmou Sallim, que voltou a negar que Eduardo Baptista tenha sido demitido por conta dos resultados.

“O Eduardo não nos deixou por conta de resultados. Isto está bem claro. O Eduardo é um bom profissional, mas acabou não dando certo. É mais uma oportunidade para reiterar”, disse ele, que ressaltou que a escolha por Fabiano se enquadra no perfil do clube, mesmo que o nome ainda seja um desconhecido por parte dos torcedores.

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“É muito mais interessante trazer uma pessoa com a possibilidade de crescer, do que trazer um técnico reconhecido, com bons trabalhos, conquistas, mas que não consegue administrar essa tecnologia e estrutura que o Atlético tem”, completou o presidente.