Depois de fazer uma excelente partida da última quarta-feira contra o Paraná Clube na Vila Capanema, com direito a defesa de pênalti, o goleiro Santos quer mostrar seu valor para se firmar como titular no Atlético. Depois de ficar por anos à sombra de Weverton, o arqueiro poderá ter no Campeonato Paranaense uma boa oportunidade para mostrar que merece a posição – inclusive na equipe principal.

“Passei muito tempo na reserva do Weverton por mérito dele, ele teve sua história dentro do clube. Agora tenho que fazer meu trabalho. Não posso chegar achando que vou ser titular, isso se constrói no dia a dia, não posso chegar aqui e cobrar para ser titular se eu não estiver preparado nos meus treinamentos”, garantiu o goleiro, contando que irá se esforçar para ser o camisa 1 do Furacão.

A escolha de Santos na vaga de Léo, que fez a primeira partida do Rubro-Negro no Estadual contra o Maringá, foi uma decisão conjunta entre o técnico do time de aspirantes, Tiago Nunes, e o treinador do time principal, Fernando Diniz. “A construção da entrada do Santos foi coletiva, junto ao Diniz. Ele me procurou e perguntou se eu sentia alguma diferença entre os dois, falei que não vejo. Que a escolha por Léo na primeira partida foi muito sutil, então, não havendo essa diferença, Diniz perguntou se poderíamos entrar com o Santos, até para dar ritmo de jogo a ele e, também, porque Diniz ainda está buscando seu goleiro para a equipe principal e está observando ambos”, explicou Tiago.

Confira a opinião de Ricardo Brejinski sobre quem deve ser o goleiro titular do Atlético:

Decisivo na partida, Santos apareceu muito bem quando foi exigido, mostrando segurança na função. Já aos 6 minutos do primeiro tempo, quando Léo Pereira derrubou Zezinho dentro da área, o arqueiro ficou cara a cara com o atacante Zé Carlos. Na cobrança, Santos acertou o canto. O último pênalti que o goleiro tinha defendido foi cobrado por Gustavo Scarpa, em 2016, no jogo entre Atlético e Fluminense, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro.

Trajetória

Santos tem 27 anos e chegou no Atlético em 2008, no sub 19. Em 2011 ele teve sua primeira oportunidade como profissional no jogo contra o Flamengo, pela Copa Sul-Americana. Em 2012 ele foi titular em uma única partida contra o Criciúma pela Série B. Já em 2013 ele teve sua maior sequência de jogos defendendo a meta do Furacão: 24. Aquele foi o primeiro ano que o sub-23 foi escolhido para representar o Rubro-Negro do Paranaense e Santos entrou entre os relacionados.

No ano de 2014 foram apenas três ocasiões na titularidade e em 2015 ele teve uma única chance. Em 2016 e 2017, Santos teve outras oportunidades – 10 e 12 respectivamente – de defender o Atlético, pois Weverton integrava a seleção brasileira e por diversas vezes precisou se ausentar do Rubro-Negro.

Confira a tabela e a classificação do Campeonato Paranaense!

Sabendo que seu desempenho na sequência de jogos será decisiva para definir seu destino no Atlético, o goleiro garante que o Campeonato Paranaense está sendo disputado com seriedade. “Se eu falar que entramos não neste campeonato para sermos campeões vou estar mentindo, porque se tratando de Atlético e toda competição entramos para chegarmos lá em cima e sermos campeões”, disse o atleta, que valoriza a experiência adquirida nesse tempo no Furacão.

“Fico analisando minha caminhada durante esses dez anos e cada momento foi muito importante. Desde a Copa São Paulo que participei até hoje, cada partida que entrei me fez chegar aqui com uma bagagem, com uma responsabilidade muito grande e, também, me tronou maduro. Mesmo sendo jovem já vivi bastante coisa, derrotas, vitórias, disputa de títulos e estou feliz por poder estar aqui hoje disputando este Estadual”, finalizou.