Primeiro, acima de tudo. San Lorenzo 0x1 Atlético, um resultado espetacular para o time paranaense na Libertadores, reabilitando completamente o time e o colocando com força na luta pela classificação para as oitavas de final. Mas tem alguém no Furacão que gosta de sofrer. Só isso explica mais uma noite de sufoco, em que Paulo André e Thiago Heleno brilharam e Weverton foi novamente monstruoso.

O Atlético entrou diferente, com Matheus Rossetto na marcação e Lucho González mais livre. E tentando trocar passes, fazer o que era esperado por todos há tanto tempo. E o início foi tão bom que o gol saiu aos três minutos, num passe de Sidcley e na bela cabeçada de Lucho – o artilheiro rubro-negro na Libertadores.

Era o momento de ter a postura diferente de outras partidas, sem ficar todo retrancado. Riscos seriam inevitáveis, como no chute de longe de Mussis que Weverton teve dificuldade para defender. Mas o que se queria era um time que não recuasse como recuou nos outros jogos da competição.

Até porque a pressão sobre o San Lorenzo fazia com que os donos da casa não tivessem o controle da partida. Além disso, o Furacão estava melhor postado, marcando mesmo e não puramente tentando formar uma parede em frente da área. Mas, aos poucos, tudo foi voltando ao “normal”, a bola ficando com os argentinos e rondando a meta de Weverton.

E estava tudo perfeito para resolver o jogo ainda no primeiro tempo. Aos 29 minutos, Jonathan colocou Nikão na cara do gol, e o meia perdeu a chance. Antes de terminar o primeiro tempo, Lucho perdeu outra oportunidade pra ampliar. Era preciso só um pouquinho de força para matar a partida.

O contra-ataque seguia escancarado na etapa final. Em apenas dois minutos Felipe Gedoz e Matheus Rossetto tiveram chances. Só não precisava ficar todo mundo quase dentro da grande área quando o Atlético não tinha a posse de bola. O San Lorenzo também começou a explorar o lado direito do ataque, em cima de Sidcley. Mas quem podia marcar era o Furacão. Aos 9 minutos, Felipe Gedoz obrigou Torrico a fazer ótima defesa.

A cada volta do relógio, aumentava a tensão. O Rubro-Negro voltava inteiro, tomava pressão de todo lado. Paulo André e Thiago Heleno ficavam com dor de cabeça de tanto tirar cruzamentos. Ortigoza teve uma grande chance, só que Weverton estava lá para fazer seu milagre. Tentando segurar a bola na frente, Paulo Autuori colocou Grafite no lugar de Gedoz.

Mas era um desespero. Cruzamento na área, ninguém corta. Vem o rebote, outra bola alçada, Weverton segura. Bola pra cima, Weverton espalma. Ortigoza chega, o camisa 12 faz outro milagre. Jogada pela direita, Thiago Heleno surge do nada para salvar. A história se repetia.

Desta vez, com uma gigantesca dose de sorte. Aos 30 minutos do segundo tempo, Sidcley derrubou Cerutti dentro da área. Pênalti marcado, mas Blandi chutou mal. Bola para fora. Acabou a pressão? Não. Logo depois, outro cruzamento, Blandi cabeceou, Weverton fez uma defesa espetacular. Ia ser assim até o final.

Até porque Autuori tirou Matheus Rossetto e colocou Wanderson. A mesma tática pelo terceiro jogo seguido. E enquanto não veio o apito final de Roddy Zambrano, seguiu a agonia. Desta vez, com um sorriso no final. E um grande resultado pra trazer pra casa.

Ficha técnica

LIBERTADORES
Grupo 4 -2ª Rodada

SAN LORENZO 0x1 ATLÉTICO

San Lorenzo
Torrico; Corujo, Angeleri, Caruzzo e Díaz; Mussis, Ortigoza (Bergessio), Belluschi e Merlini (Ávila); Cerutti e Blandi.
Técnico: Diego Aguirre

Atlético
Weverton; Jonathan, Thiago Heleno, Paulo André e Sidcley; Otávio, Matheus Rossetto (Wanderson), Lucho González, Nikão (Douglas Coutinho) e Felipe Gedoz (Grafite); Pablo.
Técnico: Paulo Autuori

Local: Nuevo Gasometro (Buenos Aires-ARG)
Árbitro: Roddy Zambrano (EQU)
Assistentes: Christian Lescano (EQU) e Ricardo Baren (EQU)
Gol: Lucho González 3 do 1º
Cartões amarelos: Mussis (SLO); Pablo, Felipe Gedoz, Thiago Heleno (CAP)
Renda e público: não divulgados