“Fica General”. Por mais que a torcida do Atlético goste do zagueiro Thiago Heleno, talvez o mais regular dos jogadores do Furacão na temporada 2016, ninguém poderia imaginar que ontem este seria o grito mais ouvido na Arena da Baixada. Em parte pelo bom trabalho do ano, mas principalmente foi pelo grande jogo que fez na vitória sobre a Ponte Preta por 3×0, na Arena da Baixada – marcando dois gols e comandando a defesa rubro-negra, que impediu qualquer possibilidade de pressão da Macaca.

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O primeiro grito que se ouviu no Joaquim Américo ontem foi “Lu-cho”. O argentino Lucho González vestia pela primeira vez a camisa 3 do Furacão. Entrou para ser o centro técnico da equipe. Mesmo fora de forma (não atuava a valer há quatro meses), o meia mostrou virtudes fundamentais para o atual momento atleticano. Com ele em campo, o time conseguiu jogar com mais serenidade, colocando a bola no chão e tentando encontrar os espaços em uma bem armada retranca da Ponte – isso, claro, até a porteira ser aberta.

O saldo de González foi normal para uma estreia em suas condições. Atuação regular no primeiro tempo, mais apagado no segundo, saindo bastante cansado – e muito aplaudido -aos 24 minutos para a entrada de João Pedro.

O segundo grito mais ouvido, este durante o jogo, foi “Weverton”. E por um motivo inusitado. No final da primeira etapa, Lucas Fernandes roubou a bola de Fábio Ferreira e arrancou para a área, onde foi derrubado pelo zagueiro da Ponte. Pênalti, o primeiro a favor do Furacão neste Campeonato Brasileiro. Fazendo definitivamente as pazes com o camisa 12, a torcida pediu que ele cobrasse o pênalti, mas ele não foi. Comemorando 250 jogos pelo Atlético, o goleiro estava feliz. “É o melhor momento da minha carreira, espero continuar dando alegrias para a torcida atleticana e também para a torcida brasileira”, disse.

Mas quem iria bater? O trauma dos cinco erros na decisão contra o Grêmio pela Copa do Brasil reapareceu. Quem assumiu a bronca foi Thiago Heleno. O General, que tinha feito o seu em Porto Alegre, usou do estilo bruto mais uma vez e mandou uma bomba, indefensável para Aranha. Após a festa, os gritos habituais de “Thi-ago-He-le-no” e os xingamentos também habituais a Mário Celso Petraglia, presidente do Conselho Deliberativo do Furacão. Era o início da construção da vitória.

Que se consolidou em três atos no segundo tempo. O primeiro foi a expulsão ridícula de William Pottker. Ele entrou aos 10 minutos para dar maior poder ofensivo aos visitantes, e aos 14 acertou um soco em Luan e levou o cartão vermelho. Desarrumada e inofensiva, a Ponte Preta virou um alvo fácil. E o Furacão se aproveitou. Léo fez ótima jogada pela direita, driblou Antônio Carlos e ampliou a vantagem.

E tinha que fechar com o General. Após cruzamento na área, ele cabeceou com estilo e encobriu Aranha. Saiu, esbravejou, comemorou, levou o cartão amarelo e ouviu, novamente, o “Fica General” que virou até slogan nas redes sociais pela permanência do zagueiro na Baixada. “Eu fico muito feliz com essa torcida”, resumiu Thiago Heleno, o comandante da vitória que mantém o Atlético vivo na luta por uma vaga na Copa Libertadores da América.

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