O Atlético iniciou na última quinta-feira (4) a pré-temporada visando aos compromissos de 2018. Para o time principal, os jogos oficiais começam só no final de janeiro, quando o clube estreia na Copa do Brasil, contra o Caxias. Até lá, o técnico Fernando Diniz terá tempo de sobra para conhecer o grupo que terá em mãos e também para implementar a sua forma de jogar.

Quando se fala no treinador, logo se lembra do estilo com muito toque de bola. Com seus fundamentos de jogo comparados ao ‘tiki-taka’ – modelo inspirado no Barcelona na época em que era comandado por Pep Guardiola – um dos objetivos da troca intensa de passes aplicada por ele nos times em que esteve é a valorização da posse de bola. Ou seja, não deixar o adversário dominar a partida.

Com um estilo próprio de comando e com uma tática característica, Diniz garante que ele e os dirigentes do Rubro-Negro têm uma linha de pensamento muito parecida, o que pesou no acerto e pode ser um indício de que a união dará certo.

“O Atlético é o time que mais inovou e mais fez coisas nos últimos 20 anos, e na parte técnica me considero inovador, pois penso ‘fora da norma’ e conquistei bons resultados. Esse é o casamento perfeito que tem tudo para dar certo”, comentou ele, em entrevista ao site oficial atleticano.

E o tempo extra para preparar-se para o calendário de competições nacionais pode fazer a diferença para o técnico. Com volantes e meia-armadores qualificados para fazer o “estilo Diniz” funcionar, será preciso implantar uma cultura nova de jogo. Rotatividade e ocupação de espaços fazem parte do ‘pacote’ que deve ser aplicado. O goleiro atuando mais ativamente no jogo e, muitas vezes, trocando passes com zagueiros, também devem ser algo corriqueiro.

Em outras palavras, o Atlético 2018 não será um time ofensivo e que vai para cima dos adversários a qualquer custo. A paciência é que irá acompanhar a equipe em campo, com a bola indo e voltando do campo ofensivo para o defensivo diversas vezes.

Tanto que as peças contratadas até aqui se encaixam nesse perfil, antes mesmo de Fernando Diniz ser contratado. Thiago Carleto é lateral-esquerdo de origem, mas no Coritiba atuou como meia pela esquerda, fazendo uma função mais ofensiva.

O meia Raphael Veiga também chega sendo um polivalente no setor de criação, podendo jogar tanto centralizado na armação, quanto pelos lados, assim como o meia João Pedro, que volta de empréstimo do Paraná Clube.

Além disso, alguns remanescentes do elenco tem essa facilidade de cumprir várias funções, como o volante Matheus Rossetto, o lateral-esquerdo/meia Sidcley e o meia Felipe Gedoz.

O técnico, que também desempenhará a função de coordenador técnico geral do clube, prometeu um trabalho árduo para trazer resultados aos atleticanos. “A torcida pode esperar de mim um trabalho incessante, entrega total para que o Atlético consiga de fato potencializar sues resultados este ano”, finalizou.