A Arena da Baixada sempre foi um grande trunfo do Atlético. Em menos de três dias, esse status parece ter caído por terra. E justamente quando o Furacão mais precisava. O time atleticano foi goleado mais uma vez, de novo por 3×0, desta vez para o San Lorenzo, na noite de quarta-feira (3), dentro de casa e marcou sua primeira derrota em casa na Libertadores da América. O torcedor rubro-negro, que mais uma vez compareceu em grande número e fez uma bonita festa, saiu preocupado do Joaquim Américo ao ver mais um revés da sua equipe, mas principalmente a queda de rendimento do time do técnico Paulo Autuori.

Apesar de se tratar de outra competição, o torcedor do Atlético ainda estava ressabiado por conta da goleada sofrida para o Coritiba, no último domingo (30), pela final do Campeonato Paranaense. Em campo, o time atleticano não correspondeu no primeiro tempo. O gol marcado pelo San Lorenzo, antes dos 15 minutos, fez a torcida reviver o roteiro do clássico Atletiba.

Imediatamente após o gol sofrido e um gol perdido por Douglas Coutinho, a torcida, em coro, pediu raça e a entrada do atacante Pablo. A medida que o tempo foi passando, o torcedor rubro-negro, que foi à Arena paraver seu time sair classificado para as oitavas de final com uma rodada de antecedência, se mostrava mais impaciente.

A situação ficou ainda pior no segundo tempo. O Atlético, apesar de jogar mais no ataque, seguiu mal no jogo. A impaciência do torcedor atleticano deixou a equipe mais nervosa dentro de campo. A partir do momento que o San Lorenzo conseguiu o segundo gol e caminhou a vitória em plena Arena da Baixada, o apoio deu lugar ao protesto do bom público presente no Joaquim Américo.

O torcedor atleticano chegou a gritar os nomes de Léo, Walter, André Lima e Vinicius, que deixaram o Atlético recentemente. Sobrou também para o presidente do conselho deliberativo Mário Celso Petraglia. A situação já era ruim, mas ficou ainda pior. O roteiro do clássico Atletiba se repetiu. A equipe argentina ainda marcou o terceiro gol, transformou a vitória em goleada e o Furacão saiu de campo aos gritos de “vergonha”.

O técnico Paulo Autuori não se incomodou com as cobranças e ainda criticou a postura dos torcedores, chamando a atitude de oportunismo.

“Existe diferença entre oportunismo e senso de oportunidade. Você não sente falta de alguém em uma semana, então isso é natural, é um oportunismo presente no futebol e encaro com muita naturalidade. As coisas começam e acabam da mesma maneira. Não sentiam saudades uma semana atrás e agora sentem? Mas isso é natural nas torcidas”, disparou o treinador.