Depois de dois jogos fora de casa, o Atlético retornou à Arena da Baixada com vitória neste domingo (19). O triunfo sobre o Vasco por 3×1, que mantém a equipe viva na luta por uma vaga na Copa Libertadores (principalmente se o Grêmio conquistar o torneio deste ano e o Flamengo for campeão da Copa Sul-Americana), novamente não teve grande público, mas quem foi ao estádio participou bastante. Tanto apoiando quanto vaiando.

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Desta vez o público total no estádio Joaquim Américo (nome que voltou a ser utilizado pelo Furacão, inclusive em documentos oficiais) não superou 10 mil pessoas – foram exatos 9.991 torcedores. Fruto ainda da crise entre os principais grupos organizados e a diretoria rubro-negra. Na semana passada, um ofício do presidente do Conselho Deliberativo, Mário Celso Petraglia, manteve em 15 dias o período de avaliação das assinaturas dos sócios para a confirmação ou não da Assembleia Geral pedida pela oposição, o que gerou nova tensão entre as partes.

Assim, a média de torcedores na Arena vem caindo vertiginosamente. Mas, bem diferente de outras partidas, desta vez o técnico Fabiano Soares chegou a citar a galera como decisiva na vitória diante do Vasco, um adversário direto na briga pela Libertadores. “A torcida nos ajudou bastante. A torcida nos empurrou para a vitória. Parabéns ao elenco, ao plantel e a nossa torcida”, afirmou o treinador na entrevista coletiva.

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Só que não foi um mar de rosas a relação entre time e torcedores no jogo deste domingo. Quem sofreu muito foi Wanderson, que cometeu dois erros na partida – num deles, fez gol contra, e no outro deixou Wagner na cara do gol, mas o meia do Vasco chutou para fora. Outro que foi xingado foi o lateral-esquerdo Fabrício, que acabou nem comemorando o terceiro gol, marcado por ele. Perguntado sobre o assunto, Fabrício desconversou. “É que fazia muito tempo que eu não marcava. Por isso não comemorei”, disse.