O Atlético deu um bico na má fase. Não que tenha sido uma grande atuação, mas o resultado positivo conquistado diante do Vitória por 3×2, na noite desta quinta-feira (19), no Barradão, em Salvador, marcou a recuperação do Furacão no Campeonato Brasileiro. Mais do que isso, os três pontos conquistados tiraram o time atleticano da parte debaixo da tabela e podem fazer o Rubro-Negro voltar a olhar para a parte de cima da tabela. Para isso, terá que fazer o dever de casa nos dois próximos compromissos que terá contra Sport e Chapecoense, na Arena da Baixada.

Veja como foi o jogo no Tempo Real da Tribuna!

Nunca uma rodada foi tão boa para o Atlético espantar a má fase. Diante do Vitória, adversário direto contra o rebaixamento e pior mandante do Campeonato Brasileiro (com apenas duas vitórias), o Rubro-Negro tinha tudo para voltar a respirar mais tranquilo na competição nacional. Foi o que os comandados do técnico Fabiano Soares fizeram. Nos minutos iniciais, a pressão do Furacão deu resultado e o atacante Ribamar, aos 3 minutos, foi logo marcando depois da cobrança de escanteio de Guilherme.

O desespero passou todo para o lado do Vitória. No entanto, o Atlético esqueceu de jogar e se limitou apenas a marcar. O Furacão, na verdade, recuou demais e atraiu os donos da casa para o seu campo. Talvez uma tentativa de tentar explorar os contra-ataques, mas sem eficiência nenhuma para colocar em prática essa estratégia.

O Vitória, apesar da retranca do Atlético, tinha paciência para rodar a bola e conseguia chegar a todo instante à meta de Weverton. De tanto pressionar, o rubro-negro baiano conseguiu o empate aos 23 minutos. Na falha coletiva, inclusive do assistente, que não marcou impedimento de Caíque Sá, no momento do cruzamento, Wanderson e Jonathan falharam e Juninho sofreu pênalti. Neílton cobrou bem e igualou o marcador.

O gol motivou ainda mais o Vitória em campo. O Atlético, novamente com uma atuação abaixo da média, sobretudo no seu sistema ofensivo, acusou o golpe e não conseguia reagir. Assim, o time baiano seguiu jogando no campo de ataque e criando as melhores chances. Se não fosse o goleiro Weverton, a vitória dos donos da casa teria vindo ainda no primeiro tempo.

O Atlético voltou do intervalo com Fabrício no lugar de Felipe Gedoz. Mesmo com Sidcley no meio de campo, o Furacão seguiu com as mesmas dificuldades. Pior do que isso, o time rubro-negro dava muitos espaços para o Vitória, sobretudo pelo lado esquerdo do ataque. O meia David deitava e rolava e foi assim que a equipe baiana ampliou a vantagem com Tréllez, logo aos 4 minutos do segundo tempo.

Diante de um Atlético assustado e desorganizado, o Vitória foi com tudo para cima em busca do terceiro gol. Neílton e David por pouco não aumentaram a vantagem dos donos da casa. Quando tirou o volante Pavez para a entrada do atacante Lucas Fernandes, o técnico Fabiano Soares deixou o Furacão mais aberto, só que conseguiu corrigir os problemas de marcação no meio de campo.

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O Atlético, então, aproveitou das fragilidades defensivas do Vitória para empatar a partida novamente aos 20 minutos, com Douglas Coutinho. Com o jogo equilibrado e com a pressão toda, agora, do lado dos baianos, o Furacão conseguiu se organizar em campo e a virada não demorou a sair. Aos 34, Guilherme cruzou e Ribamar deixou sua marca mais uma vez.

O Vitória, mais pressionado pelo seu impaciente torcedor, se perdeu e se desorganizou em campo. O time baiano foi para o tudo ou nada, mas começou a abusar das bolas aéreas. Os zagueiros Wanderson e Thiago Heleno começaram, então, a se destacar, o Atlético segurou a pressão e garantiu três pontos preciosos no Brasileirão.