Construída a partir de acordo tripartite entre Atlético, Governo do Estado e Prefeitura de Curitiba, a Arena da Baixada ganhou definitivamente o status de um espaço multieventos. A reforma do estádio que, em 2014, recebeu quatro partidas da Copa do Mundo, já deu muito pano para manga. E muito dinheiro a ser discutido. Entretanto, a diretoria do Furacão e representantes dos poderes municipal e estadual deixaram as divergências de lado quanto a discussão da divisão do custo final das obras, e se uniram para a realização da fase final da Liga Mundial de Vôlei, entre os dias 4 e 8 de julho, no Joaquim Américo, em parceria com a Confederação Brasil de Voleibol (CBV) e com a Federação Internacional de Voleibol (FIVB).

“Com essa parceria, prefeitura, governo e Atlético estão honrados em sediar esse evento que vai ultrapassar nossas barreiras, nossos limites de país. Esse evento será assistido no mundo todo. Será Curitiba, será o estado do Paraná e o Atlético que vai estar nas casas torcendo pelo sucesso desse empreendimento. Não precisamos ficar tão pequenos. Curitiba, o estado do Paraná, tem que trabalhar para ser referência no esporte e nos estamos fazendo isso”, apontou o presidente do Atlético, Luiz Sallim Emed.

O acordo tripartite contemplava o valor inicial das obras. Em entrevistas coletivas, o presidente do Atlético, Mário Celso Petraglia, chegou a garantir que qualquer valor adicional seria de responsabilidade do clube. Foi o que aconteceu. O custo da reforma e ampliação do estádio subiu de R$ 184,6 milhões para R$ 391 milhões. O cartola, porém, deixou de lado seu discurso e cobra que a conta total seja dividida igualmente entre os poderes municipal e estadual.

Para, sobretudo, conseguir liquidar os financiamentos tomados para a reforma da Arena da Baixada, o Atlético fez do Joaquim Américo uma fonte de renda com a realização de grandes eventos. Emed ressaltou a importância da manutenção desse planejamento até o final da sua gestão, que acaba em dezembro de 2019.

“O plano de gestões anteriores e dessa gestão, de 2016 a 2019, é fazer da Arena um local multieventos. A grama sintética foi instalada para poder resistir a esses diferentes eventos. Então, é uma proposta e isso está no nosso planejamento e é assim que vai continuar”, emendou o cartola rubro-negro.

O paranaense Giba representou a FIVB no lançamento da fase final da Liga Mundial de Vôlei e não escondeu a satisfação de ver a sua cidade receber um grande evento como esse. “Arrepia. Quando comecei eu era o Gilberto. Realmente é de arrepiar ver a minha cidade receber um evento de tal grandeza. Estou muito feliz por ser paranaense e por estar sentado aqui nesse momento mágico”, destacou Giba.

Estrutura

A Arena da Baixada, diferentemente do que ocorreu no Desafio de Ouro, realizado em setembro de 2016, terá agora mais de 3148 lugares próximos a quadra de jogo, numa espécie de “mini Arena” que será montada no gramado. O Joaquim Américo ficará fechado entre os dias 24 de junho e 3 de julho para a montagem da estrutura e 9 a 11 de julho para a desmontagem – ao todo, dezenove dias de utilização, somando a fase final da Liga.

Assim, o Atlético deverá encontrar problemas neste período caso tenha jogos em casa. Se avançar para a próxima fase da Libertadores da América na segunda posição do grupo, há um jogo previsto para ser realizado entre os dias 4 e 6 de julho. Esse problema aconteceu no ano passado, quando o clássico Atletiba precisou ser marcado para a Vila Capanema no período em que o estádio rubro-negro estava sendo usado para receber o show do tenor italiano Andrea Bocelli. Este possível conflito de datas, no entanto, será pensado pelo Atlético mais para frente.

“Aprendo que cada agonia na sua hora. Então, nós hoje (ontem) estamos anunciando o evento, consolidando e vamos ter até o dia dos jogos, cerca de três meses, para encontrar alternativas. Para atender todas as necessidades nesse sentido”, concluiu o presidente atleticano.