O Paraná Clube, desde o descenso em 2007, jamais alimentou de forma tão intensa o sonho do acesso. Mesmo com a queda de rendimento no returno da Série B, o atual elenco é disparado o melhor dos últimos tempos. O Tricolor, em igual período, jamais esteve tão perto do G4. São apenas dois pontos, o que faz com que os jogadores mantenham a fé. ‘Estamos vivos. É isso o que importa’, cravou o volante Ricardo Conceição.

O jogador já sentiu na pele o que representa chegar numa reta final sem maiores ambições. No ano passado, mesmo sem correr riscos de rebaixamento (eram 11 pontos de vantagem para a ZR) o Tricolor apenas cumpria tabela, com uma desvantagem de 20 pontos para o G4. ‘É claro que seria bem melhor estarmos embalados, numa sequência de vitórias, mas não deu. Então, temos que buscar esses resultados nessas cinco rodadas que restam. Eu acredito’, cravou.

Apesar das recentes ‘duchas frias’, o torcedor segue confiante e mobilizado. Após os empates frustrantes contra Atlético-GO e Palmeiras (levando gols nos minutos finais) todos se apegam ao fato de que o Paraná, a rigor, precisa somar uma vitória a mais do que Icasa, Avaí e Joinville. Na prática, depende apenas de um tropeço dos catarinenses, já que a diferença para o time de Juazeiro do Norte-CE pode ser tirada no confronto direto, programado para a última rodada, em Curitiba. ‘Pelo equilíbrio visto até aqui, acredito que dependemos apenas de nossas forças’, ponderou Conceição.

Dado Cavalcanti espera ver, em Varginha-MG, um time mais confiante. ‘Um bom resultado fora é o que precisamos para recuperar a autoestima dos jogadores’, frisou. O treinador recorda que ao longo do primeiro turno, o torcedor ia para o estádio na certeza de que veria seu time vencer. ‘Temos que recuperar esse espírito. Passa por um crescimento individual para atingirmos uma estabilidade coletiva’, ponderou. Na busca por essa guinada, Dado mantém o suspense quanto à escalação do Tricolor.