Após dois anos de negociação, o Bahia finalmente assinou hoje, em Salvador, um contrato para a utilização da Arena Fonte Nova nos jogos com mando de campo da equipe.

O acordo, que tem duração de cinco anos, foi fechado com o consórcio formado pelas construtoras OAS e Odebrecht, responsáveis pela reconstrução do estádio -uma das sedes da Copa das Confederações de 2013 e do Mundial de 2014.

Até então, o futuro da arena pós-torneios era desconhecido. A decisão do Bahia ocorreu após pressão do governo estadual -a obra é uma PPP (parceria público-privada), com dinheiro do Estado também envolvido.

Segundo o presidente do clube, Marcelo Guimarães Filho, os valores do negócio não podem ser divulgados por cláusula contratual, mas envolvem percentuais que variam de acordo com público de cada jogo. “O que posso dizer ao torcedor tricolor é que é mais do que o Bahia ganha hoje no estádio de Pituaçu”, afirmou.

De acordo com o dirigente, ainda não há data definida para a estreia do time no novo estádio. O consórcio pretende inaugurar a arena dia 29 de março de 2013.

O calendário do Campeonato Baiano prevê um clássico entre Bahia e Vitória no dia 31 de março, com mando de campo para o time tricolor.

“Se esse jogo for programado para aqui, a gente vem jogar o nosso primeiro jogo oficial”, disse o presidente do clube, após assinar o contrato.

O Vitória, que também reluta em abrir mão de atuar no seu estádio, o Barradão, aceitou jogar quatro partidas com mando da equipe na arena, em 2013, como experiência para um eventual acordo.

Inaugurado em 1951, o estádio da Fonte Nova foi interditado e implodido em 2007, após parte da arquibancada desabar, provocando a morte de sete torcedores.