São Paulo – O assistente da partida entre Paysandu e Corinthians, Belmiro da Silva, que anulou um gol legítimo do time da casa e deu outro irregular para o alvinegro do Parque São Jorge na vitória corintiana por 2 a 0, não tinha condições emocionais para atuar, segundo o delegado do jogo, Paulo César da Rocha Romano.

Romano relatou na súmulada partida que o bandeirinha teve um problema com uma funcionária da Federação Paraense de Futebol antes da partida, depois de ser informado que seriam descontados alguns impostos, como INSS, do valor da taxa de arbitragem. Indignado com os descontos, Belmiro teria sido grosseiro com a funcionária e, após a saída dela do vestiário, disparou.

?É por isso que existem esses Edílson Pereira (sic). A gente já ganha uma m… para vim (sic) apitar e ainda é roubado. Mas não tem nada, não. Eu vou ligar para o Edson e contar essa palhaçada.?

Membro da comissão de arbitragem, Paulo César da Rocha Romano, também afirmou que o auxiliar ?embolou? (amassou) e atirou no chão o número do PIS, ato que demonstrou, na visão de Romano, que Belmiro estava despreparado. Ainda no relatório, o delegado relata que o árbitro Lourival Dias Lima Filho chegou a lhe pedir desculpas pelo comportamento do companheiro.

Apesar da confusão envolvendo a arbitragem, pessoas ligadas à Federação Paulista de Futebol (FPF) disseram que o jogo só pode ser anulado pelo artigo 275 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), o que não cabe no jogo do Corinthians, segundo apurou a reportagem da Agência Placar.

Uma partida só poderia ser anulada por um erro de direito ou por má-fé do árbitro, disposto a alterar o resultado. O primeiro caso (erro de direito) aconteceu no jogo entre Bahrein e Uzbequistão, pelas Eliminatórias Asiáticas. Um árbitro japonês deu tiro de meta quando um jogador invadiu a área na cobrança de um pênalti quando, na verdade, deveria voltar a cobrança. O outro (má-fé) é o caso do ex-árbitro Edílson Pereira de Carvalho, que manipulava resultados de jogos a fim de beneficiar apostadores.