Apesar da liderança na quinta etapa da Volvo Ocean Race, a regata volta ao mundo, o barco espanhol Telefónica Blue tem enfrentado muitas adversidades no Sul do Oceânico Pacífico. Na quinta-feira à noite, a vela da proa caiu na água, e os cabos de aço que fixam o mastro à embarcação acabaram quebrando.

O barco já havia tido problemas há 20 dias, na largada da quinta etapa entre a cidade de Qingdao, no nordeste chinês, e o Rio de Janeiro, quando chocou sua quilha em uma rocha. Na ocasião, o Telefónica Blue teve que voltar para a costa para reparos, deixando a China com 19 horas de desvantagem em relação aos adversários.

Apesar dos problemas, o Telefónica Blue é o barco mais próximo do portão de gelo (meta volante no sul do Oceano Pacífico, que deve ser contornado pelo norte), já tendo percorrido mais de 5.800 milhas náuticas desde a largada na China, de um total de 12.300 até o Rio de Janeiro.

O restante da flotilha segue se afastando do litoral da Nova Zelândia, navegando rumo ao nordeste para contornar uma zona de alta pressão e poucos ventos. O sueco Ericsson 3 é barco mais ao norte, mas deve ser o primeiro a aproveitar ventos mais fortes.

O Ericsson 4, liderado pelo brasileiro Torben Grael, e o barco norte-americano Puma Ocean Race, fazem rota semelhante, com vantagem para o Puma, que está mais a leste.

Classificação da quinta etapa da Volvo Ocean Race, às 15 horas (de Brasília):

1. Telefónica Blue – a 6.4931 milhas náuticas da chegada

2. Puma – a 45 milhas náuticas do líder

3. Ericsson 4 – a 48 milhas náuticas

4. Green Dragon – a 97 milhas náuticas

5. Ericsson 3 – a 190 milhas náuticas