Durante o julgamento do Londrina, realizado ontem no Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR) por conta de toda a confusão na derrota da equipe por 1 x 0 para o Coritiba, ocorrida na última rodada do 1.º turno, o gestor de futebol do Tubarão, Sérgio Malucelli, admitiu que bateu no auxiliar de arbitragem, Moisés Aparecido de Souza. Exaltado, o dirigente declarou que o trio de arbitragem daquela partida “tinha que apanhar” e disparou que todos os árbitros da Federação Paranaense de Futebol (FPF) mereciam algo semelhante. “Ele tinha que apanhar mesmo. Eu bati nele, sim, porque ele mereceu. E bateria em todos os juízes. Fui roubado e ninguém fala nada. Se uma pessoa invade a sua casa, o que você faz? Se defende. É difícil fazer futebol no interior, porque sempre acontece alguma coisa assim. Quem tinha que estar aqui era o árbitro, e não os jogadores. Se ele não fizesse o que fez, nada disso teria acontecido”. afirmou.

O gestor do Londrina também acusou o árbitro Felipe Gomes da Silva de xingar os jogadores durante a partida e que atacou verbalmente o árbitro no final da partida com as mesmas palavras que foi xingado. “Eu falei o mesmo que ele falou pra mim. Me chamou de covarde. Ele é um ladrão, sem vergonha. Ele xinga os jogadores também”, completou.

O zagueiro Gilvan, que foi expulso naquela partida, também acusou o árbitro. Segundo o jogador, na hora em que os atletas do Alviceleste estavam cobrando os pênaltis não marcados, Felipe Gomes da Silva teria respondido que não ia marcar nenhum pênalti para o Londrina.