O Palmeiras conta, e muito, com Luiz Felipe Scolari, mesmo se ele receber um convite da CBF para voltar a treinar a seleção brasileira. Mas se Felipão quiser assumir a responsabilidade de tentar o hexa em 2014, terá de dizer isso diretamente ao presidente Luiz Gonzaga Belluzzo. O dirigente palmeirense avisa que confia no que tem ouvido da boca do treinador: a vontade de cumprir o acordo com que se comprometeu e que assinará com o Palmeiras nesta semana, com validade até 2012.

“O Palmeiras não está disposto a liberá-lo, mas também não ouvi dele essa intenção. O que tenho ouvido é que ele quer cumprir o acordo e treinar o time”, disse Belluzzo. Por outro lado, o presidente afirma que não pode fazer nada caso ir para a seleção seja a vontade de Felipão. “Não posso impedir o desejo dele se ele se manifestar dessa maneira”.

E, de fato, não há como o Palmeiras ir contra a vontade de Felipão. Pelo menos não até que ele assine o contrato com o clube, o que está previsto para a próxima quinta-feira. Mas Belluzzo reitera que a única pessoa capaz de convencê-lo a abrir mão do retorno do técnico campeão da Copa Libertadores da América de 1999 é o próprio Felipão.

O Palmeiras não está disposto nem mesmo a aceitar um pedido formal da CBF ou de seu presidente, Ricardo Teixeira. Não há relação próxima da diretoria alviverde com a cúpula da CBF, principalmente depois de os palmeirenses terem apoiado Fábio Koff na eleição do Clube dos 13 em vez de votar no candidato de oposição e o preferido de Ricardo Teixeira, Kléber Leite. “Tenho uma relação de respeito com ele (Ricardo Teixeira), como deve ser entre o presidente de um clube que tem 15 milhões de torcedores e o da CBF. Mas não é uma relação de subordinação”, falou Belluzzo.