São Paulo – O Betis se antecipou a qualquer posicionamento da Fifa e da Conmebol e informou oficialmente, ontem, que não vai liberar o atacante Ricardo Oliveira para defender o São Paulo na decisão da Libertadores, na próxima quarta-feira, diante do Inter, no Beira-Rio.

Em seu site oficial, o clube espanhol justifica a decisão dizendo que os envolvidos no caso correm o risco de uma severa punição. ?Nos vemos diante da necessidade de não poder concordar com a ampliação do acordo, tendo em vista os riscos federativos de considerar sua escalação indevida, com conseqüências disciplinares que poderiam afetar o próprio Oliveira?.

No comunicado, assinado pelo presidente José León Gómez, o Betis se dirige ao São Paulo e diz que tinha a intenção de ceder o atleta, mas não conseguiu resolver o impasse jurídico existente. ?Reiteramos nosso pesar por não poder atender aos pedidos nesta ocasião, e peço que compreendam que fizemos tudo que estava ao nosso alcance?.

Agradecimento

No final, há ainda um agradecimento à diretoria tricolor por ter cuidado da lesão no joelho do atleta. ?Agradecemos em nome do Betis o bom tratamento dispensado a Ricardo Oliveira durante sua estada entre vocês?.

O que impede a presença de Ricardo Oliveira na decisão é um problema jurídico. A Fifa só permite contratos de empréstimo firmados com no mínimo seis meses. Já a Justiça do Trabalho do Brasil permite um prazo mínimo de três meses. A alternativa era firmar um contrato de três meses que poderia ser rescindido após uma semana. O Betis optou por não correr esse risco, pois os envolvidos poderiam ser denunciados devido à tentativa de mascarar um contrato irregular.

Diante da negativa do Betis, Ricardo Oliveira tem que se reapresentar na Espanha amanhã. Já o São Paulo precisa buscar uma alternativa para enfrentar o Inter no jogo de volta.

O mais provável é que Aloísio forme o ataque com Leandro, titular na primeira partida.

Rogério Ceni não joga a toalha

São Paulo – ?Se o São Paulo conseguir esse título, e tenho convicção de que pode conseguir, será o maior título da história do clube?. A frase é de Rogério Ceni. Capitão da equipe e ídolo da torcida, o goleiro sabe que é fundamental não baixar a cabeça neste momento. ?Ficou mais difícil, claro, e o Inter é favorito, mas o São Paulo é grande, São Paulo é sempre São Paulo. Temos todas as condições de vencer e conseguir nosso objetivo?, disse Rogério Ceni, após o treino de ontem à tarde.

?Como mandante, o São Paulo nunca saiu em desvantagem num mata-mata na Libertadores. Vamos ter de reverter a situação lá, em Porto Alegre, e não vai ser fácil. Por isso, digo que, se acontecer, será o título mais difícil da história do São Paulo?, emendou o goleiro.

Com a derrota por 2 a 1 no Morumbi, o São Paulo precisará vencer o Inter por dois gols de diferença no Beira-Rio, quarta-feira, para ser campeão. Se vencer por um gol apenas, a decisão vai para a prorrogação. E se persistir o empate, pênaltis.