O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou nesta segunda-feira que suspendeu de forma vitalícia o russo Alexei Voevoda, duas vezes campeão olímpico de bobsled nos Jogos de Inverno de Sochi, em 2014, na Rússia.

O atleta recebeu a dura punição após a entidade concluir que ele fez parte de um programa sistemático de doping envolvendo competidores russos e que também já havia provocado a desqualificação dos resultados que obteve ao lado dos seus companheiros de equipe Alexandr Zubkov, Alexei Negodailo e Dmitry Trunenkov.

Voevoda foi vencedor da medalha olímpica de ouro de uma disputa de duplas, ao lado de Zubkov, e também de uma outra prova em que formou quarteto com os seus compatriotas. Estes dois pódios, porém, foram cassados no mês passado quando uma comissão disciplinar do COI desqualificou Zubkov, que apelou à Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) para reverter a punição.

Mais tarde, um painel de juízes disse que amostras de urina coletadas de oito atletas russos do bobsled em Sochi apontaram níveis de sal anormalmente altos e revelaram que garrafas com as amostras foram riscadas e adulteradas.

Depois da decisão desta segunda-feira, a Rússia agora soma 32 atletas que participaram dos Jogos de Sochi que tiveram os seus resultados desqualificados por motivo de uso de doping, onde o país que abrigou a competição foi acusado de ter se beneficiado de um enorme esquema de doping, que teria o apoio do próprio governo russo.

Nos Jogos de Inverno de Pyeongchang, em fevereiro de 2018, atletas russos só poderão competir sob a bandeira olímpica e isso apenas depois de comprovarem que estão livres de doping, tendo em vista o fato de que a Rússia não foi liberada para ser representada como nação na grande competição na Coreia do Sul.