O presidente Joseph Blatter, que deixará a Fifa em fevereiro de 2016, voltou a pedir que os clubes europeus estabeleçam um limite de jogadores estrangeiros em campo. Para o suíço, as equipes devem se espelhar no modelo do futebol russo, que tenta restringe a participação de jogadores de outros países nos campeonatos locais.

Em artigo na revista semanal da Fifa, Blatter diz que quer “honrar o talento local” dos países ao propor a exigência de que cada time tenha ao menos seis jogadores em campo que possam defender a seleção local. O modelo russo cobra cinco atletas por equipe em cada partida.

Ao defender sua ideia, o suíço argumentou que jogadores não ingleses estiveram em campo 77% do tempo das partidas da última edição do Campeonato Inglês. “Com alguma boa vontade, poderemos avaliar novamente esta ideia de estabelecer cotas para jogadores estrangeiros”, disse Blatter.

O presidente da Fifa já havia proposto tal limite em 2010. Na época, porém, entrou em conflito com o presidente da Uefa, Michel Platini, por causa das leis europeias que protegem o direito de os jogadores circularem livremente pelos clubes do continente.

“O princípio da liberdade de movimento não será ferido porque há apenas 11 jogadores em campo enquanto o elenco dos clubes tem mais de 30 atletas. Uma coisa é ter um contrato com o clube, outra bem diferente é estar em campo para jogar”, declarou Blatter.