Aristzábal feliz no treino. O colombiano
está novamente em alta no Coritiba.

É certo que Aristizábal já tinha feito boas atuações com a camisa do Coritiba, tanto pelo campeonato paranaense quanto no Brasileiro.

Mas a partida que fez contra a Ponte Preta, na quinta, fez com que a torcida voltasse a acreditar no crescimento do time na competição. Chutando, passando, lançando, comandando os companheiros e até marcando, o colombiano foi o craque que todos esperam que ele seja. Mas, para ele, de nada adianta jogar bem se o time não tivesse vencido.

Na verdade, Ari nem quer saber se foi escolhido o melhor em campo na quinta, como foi. “Honestamente, isto não faz a menor diferença para mim. Da mesma forma que ouvi coisas estúpidas de várias pessoas, eu agora recebo elogios. O mais importante é ver o grupo todo rendendo, meus companheiros jogando bem e o time vencendo”, afirma o atacante, um dos líderes do elenco alviverde.

E a maior força do Coritiba, segundo Aristizábal, é a unidade do grupo. “Esta capacidade que temos de nos fixar em um objetivo é um dos segredos desta boa fase. A resposta da nossa amizade está dentro de campo”, comenta o atacante, que também vê no trabalho coletivo a receita para a melhora individual. “Pode ter certeza que eu só estou bem, e que todos estamos bem, porque o time está todo em um bom momento. O rendimento coletivo é fundamental para que as nossas qualidades apareçam”, afirma.

Para o colombiano, a equipe está crescendo na hora certa. “O tempo está passando. Agora faltam dezessete jogos, e mais duas ou três semanas vamos estar na reta final do Brasileiro. E nós vivemos a boa fase neste momento delicado, quando toda partida é fundamental”, diz o atacante. Ari é um dos partidários da tese de que todo jogo, a partir de agora, é uma decisão. “É desta maneira que precisamos encarar as partidas”, confirma.

Ainda mais em um jogo como o de amanhã, contra o Atlético-MG, marcado para as 18h, no Mineirão. Campeão mineiro, da Copa do Brasil e brasileiro pelo Cruzeiro no ano passado, Aristizábal volta ao seu ?palco? em 2003. “Eu sei, pelo que vi lá em Minas, que enfrentar o Atlético é sempre complicado. Pela torcida que têm, eles nunca abandonam um lance, sempre se entregam. E isso vai fazer que a partida seja muito complicada”, garante.

Mas Ari acredita no time -e, por conseqüência, no próprio futebol. “Com a nossa força, podemos conseguir bons resultados. E nós vamos lutar muito no Mineirão para buscar a vitória e continuar a nossa boa fase”, finaliza o colombiano.

Adriano ou Ricardinho?

Em time que está ganhando não se mexe? Esta é a dúvida do técnico Antônio Lopes para a partida de amanhã contra o Atlético-MG. O Delegado não sabe se volta com Adriano ou se mantém Ricardo, um dos destaques na vitória sobre a Ponte Preta, na lateral-esquerda. Se há mistério na defesa, no resto do time está tudo certo.

A única preocupação do técnico alviverde está com o desgaste do elenco. “Nós estamos tentando poupar jogadores dos treinos, e, quando possível, nas próximas partidas”, afirma Lopes, que sacou Luís Carlos Capixaba da equipe na quinta quando sentiu que poderia ficar sem ele contra o Galo.

A mesma coisa quase foi feita com Aristizábal e Reginaldo Vital, que também eram alvo da preocupação da comissão técnica. “Em uma série de jogos consecutivos como o que estamos passando, é claro que algum jogador vai sentir. Então temos que trabalhar para que sempre possamos contar com o maior número de titulares possível”, diz Antônio Lopes.

Sim, pois a base que atua desde o Atletiba será mais uma vez mantida. “Quando você tem a possibilidade de colocar a mesma formação em vários jogos, ganha-se em entrosamento e sintonia. A cada partida os jogadores sabem mais do posicionamento e da característica dos companheiros”, resume o Delegado.