A Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF, na sigla em inglês) anunciou neste sábado que os jamaicanos Usain Bolt e Shelly-Ann Fraser-Pryce foram eleitos os melhores atletas do ano nas respectivas premiações masculina e feminina promovidas pela entidade.

Os dois receberam o troféu de melhor atleta do ano em uma cerimônia realizada neste sábado, em Mônaco, onde Bolt se sagrou campeão da honraria pela quinta vez em sua assombrosa carreira. Já a sua compatriota nunca havia sido consagrada pela IAAF como a melhor de uma temporada pelo organismo.

Bolt superou o britânico Mo Farah e o ucraniano Bohdan Bondarenko, outros dois finalistas desta premiação, para voltar a fechar uma temporada como o melhor atleta do ano. Já Fraser-Pryce triunfou na disputa direta que travava com a neozelandesa Valerie Adams e a checa Zuzana Hejnova.

Neste ano, o maior velocista de todos os tempos voltou a fazer história ao conquistar as medalhas de ouro nas provas dos 100 e 200 metros, além do revezamento 4×100 metros no Mundial de Moscou. Em 2012, ele havia sido ouro nestas três provas na Olimpíada de Londres. O astro também faturou o prêmio da IAAF em 2008, 2009, 2011 e 2012.

Ao receber a premiação neste sábado, Bolt já projetou o seu maior objetivo para 2014. “Esta temporada (do próximo ano) será única para quebrar o recorde mundial dos 200 metros. Quero estar pronto para atacar o recorde”, disse Bolt, que já ostenta a marca mundial da distância, que é de 19s19.

Fraser-Pryce, por sua vez, acabou eleita a melhor atleta do ano entre as mulheres ao também faturar três ouros no Mundial de Atletismo de Moscou. Ela foi ao topo do pódio nos 100 e 200 metros e também no revezamento 4×100 metros com a equipe jamaicana, assim como fez Bolt entre os homens.

“Estou chocada e empolgada. Isso é algo com o qual eu sonhava”, disse a atleta ao comemorar o seu feito. Ela se tornou a segunda jamaicana a ser eleita a melhor do ano pela Iaaf, depois de Merlene Ottey ter faturado a honraria em 1990.

Pela premiação, Bolt e Fraser-Pryce também receberão um cheque de US$ 100 mil cada um, sendo que esta foi a primeira vez, desde 1993, que dois atletas do mesmo país foram consagrados os atletas do ano pela IAAF.