Reginaldo Nascimento
volta após cumprir suspensão.

É hora de cometer injustiças. O técnico Paulo Bonamigo adiantou ontem que o volante Reginaldo Nascimento e o atacante Edu Sales estarão de volta ao Coritiba no jogo de sábado, às 16h, contra o Grêmio, no Couto Pereira. E, com isso, é provável que um dos destaques do clássico de domingo acabe sendo preterido. Mesmo jogando bem, Willians pode ser ?sacrificado? pela manutenção da dupla Edinho Baiano e Odvan.

Bonamigo descartou de cara a saída de qualquer zagueiro do time. “Eu gostei do Edinho e do Odvan. Apesar de eles terem passado dificuldades no primeiro tempo do clássico, eles dão muita segurança ao restante do time”, comenta o treinador. Além disso, ele quer que o capitão coxa recupere o ritmo de jogo – ficou evidente que o zagueiro está longe da forma ideal. “Ele só vai recuperar isso jogando”, diz o técnico.

Com isso, fica descartada a utilização – por ora – do esquema 3-5-2 ?alternativo?, que utiliza Ceará como zagueiro e Jackson como ala. Tal esquema obrigaria Bonamigo a sacar ou Edinho ou Odvan, coisa que ele não pretende fazer. Com Nascimento de volta, está montado o trio defensivo ?ideal? do Cori. “Com a gente, o time fica bem mais experiente”, confirma o volante.

E aí sobra para Willians. Bonamigo reconhece que a atuação do volante no clássico foi boa, e que pode estar cometendo uma injustiça. “É assim, infelizmente. Veja o exemplo do Danilo: ele não é o principal jogador da defesa, mas jogou mais do que o Odvan e o Edinho. O Willians é assim, sempre que joga mostra competência e qualidade”, elogia.

Na frente, Edu Sales deve entrar no lugar de Souza, que teve atuação discreta contra o Paraná. Mas Bonamigo não adiantou a alteração, dizendo que pode pensar em colocar o Coxa mais à frente. “Ainda estou pensando se não é o caso de colocar um time mais ofensivo”, admite. A prévia acontece hoje, às 15h30, no coletivo marcado para o Couto Pereira.

Lima, com 1,89m, não sabe cabecear

Não adianta ser alto, tem que cabecear. Essa seria a regra no futebol, que cada vez mais é dependente das bolas altas, principalmente nas cobranças de falta e escanteio. Só que para o meia-atacante Lima, a história não é assim. Apesar de ter 1,89m de altura, o jogador do Coritiba confessa que não sabe cabecear direito. E mesmo quando está livre, ele acaba errando.

Foi justamente o caso do clássico de domingo contra o Paraná. Na cobrança de falta de Ceará, ele apareceu livre (em posição duvidosa), à frente de Flávio. Lance típico para uma cabeçada de estilo, mas era Lima quem estava na bola. “Ele errou, né?”, diz o centroavante Marcel, às gargalhadas. “Pois é. Eu acertei a bola com o ombro”, conta o jogador, resignado.

Mas o errado deu certo, e ali saiu o segundo gol do Coritiba. Mas evidenciou a dificuldade o jogador, o segundo mais alto entre os titulares alviverdes (apenas o goleiro Fernando, de 1,91m, é mais alto), em cabecear. “Eu nunca fui disso. Eu nunca gostei de tocar de cabeça”, confessa Lima.

Segundo o jogador, isso vem desde as categorias de base. “Desde que comecei a jogar tenho essa coisa. Eu passei nas divisões de base e não fiz treinamentos específicos”, conta Lima. Nesse ponto, o problema é mais amplo: é notório que o futebol brasileiro não se preocupa com os fundamentos, principalmente nas categorias inferiores.

No caso de Lima, há um porém. A trajetória dele até o Coritiba foi atribulada, depois de ter sido ?esquecido? nos juniores do Londrina e trazido para a capital. Mesmo assim, a ausência do fundamento praticamente alija o Coxa de uma jogada que poderia ajudar a já forte ?artilharia aérea? alviverde. “Bons nessa jogada são o Odvan e o Marcel”, reconhece o jogador.

Ainda mais no momento em que as bolas paradas são decisivas para o Coritiba. No jogo de domingo, dois gols saíram em faltas e escanteios, o que prova que o time não sentiu a ausência de Tcheco, que era o cobrador oficial. “Eu estava preocupado, mas o rendimento do Ceará e do Roberto Brum foi ótimo. Mantivemos a eficiência nesse tipo de jogada”, comenta o técnico Paulo Bonamigo.

E ao mesmo tempo que sabe que não é bom no fundamento e que há jogadores qualificados nesse mesmo aspecto, Lima tem consciência de que necessita melhorar nas cabeçadas. “Eu quero treinar, porque vai ser importante para mim evoluir nesse fundamento”, reconhece o atacante. Até porque sabe que, colocando a cabeça no lugar, ele pode chegar mais longe.

Preços reduzidos para quatro categorias

A expectativa é de grande público. A partida contra o Grêmio chega no melhor momento do Coritiba no campeonato brasileiro e isso anima a diretoria, que acredita no maior público da competição em jogos realizados em Curitiba. E os ingressos para a partida de sábado já estão à venda, com a mesma promoção do último jogo de mando alviverde no Alto da Glória, que aconteceu há duas semanas, contra o Atlético-MG.

Somando a promoção para as mulheres com a orientação do Procon, quatro categorias de torcedores têm ingressos pela metade do preço. São, além das mulheres, os estudantes, os menores de 12 anos e maiores de 60. Os preços para eles são os seguintes: arquibancada, R$ 7,50; cadeira inferior, R$ 15,00; cadeira superior, R$ 25,00.

Para quem não se encaixa em nenhuma categoria, os preços são os aplicados normalmente: arquibancada, R$ 15,00; cadeira inferior, R$ 30,00; cadeira superior, R$ 50,00. A diretoria alviverde reforçou o pedido para que os torcedores comprem ingressos antecipadamente, evitando as filas no sábado.

Os locais de venda permanecem os mesmos: Couto Pereira, lojas do clube nos shoppings Total e Cidade, lojas do Candeias no shopping Curitiba e na rua Marechal Deodoro, lojas Alfaluz nas ruas Carlos de Carvalho e Tibagi, lojas Trio de Ferro no shopping Estação e em Santa Felicidade e na panificadora Réus, em Pinhais.