Lages – O Brasil entrou em quadra, ontem, como o campeão do Sul-Americano masculino de vôlei, graças à vitória da Argentina, no sábado. Mesmo com o título garantido, o time do técnico Bernardinho disputou a última rodada da competição contra a rival Venezuela e manteve a invencibilidade: venceu por 3 sets a 1, com parciais de 25/20, 25/15, 23/25 e 25/14, no Ginásio Municipal de Lages (SC).

Este foi o sexto encontro e a sexta vitória do Brasil contra a Venezuela neste ano. O adversário ficou entalado na garganta da seleção depois vencer no Pan-Americano de Santo Domingo, em 2003. Além de conquistar a taça continental pela 25.ª vez, o Brasil também conseguiu a classificação para o Grand Prix, que será disputado em novembro, no Japão. Neste ano, a seleção foi campeã da Liga Mundial e vice da Copa América.

Mesmo com a excelente campanha no Sul-Americano o Brasil perdeu apenas um set dos 16 disputados, o técnico Bernardinho está descontente com a postura do time. "A equipe esteve aquém do esperado. Precisamos evoluir muito", afirmou, visivelmente irritado. "Nosso ano tem sido muito irregular e preciso encontrar soluções para que a seleção cresça individual e coletivamente."

O técnico não perdoou a vitória da Venezuela no terceiro set. "Fiquei convencido de que eles se sentiram vitoriosos por ter vencido um set hoje. A torcida começou a comemorar a vitória antecipadamente e o time ficou nervoso", disse.

o levantador Marcelinho, entretanto, preferiu comemorar. "Fizemos um belíssimo Sul-Americano e mostramos nossa indiscutível superioridade", afirmou o atleta, que ganhou uma vaga entre os titulares depois do pedido de dispensa de Ricardinho.

Feminino

No Sul-Americano feminino, disputado em La Paz (Bolívia), o Brasil precisou de apenas 51 minutos para vencer o Chile, neste domingo, por 3 sets a 0, com parciais de 25/7, 25/7 e 25/8, em partida válida pela segunda rodada da competição. A equipe treinada por José Roberto Guimarães volta a jogar hoje, às 18h, contra o Uruguai. A competição termina na sexta-feira.

Mesmo com a superioridade brasileira, a ponteira Jaqueline lembrou da importância do torneio. "A gente sabe que o nível dos adversários sul-americanos é inferior, mas temos que aproveitar o momento para nos entrosarmos cada vez mais."

"Se tem título e vaga para uma outra competição em jogo precisamos nos doar ainda mais", lembrou a levantadora Marcelle. Ela apontou outra utilidade para o jogo deste domingo: a ambientação. A temperatura em La Paz, cidade a 3.660 metros acima do mar, esteve em torno de 12 graus. "O jogo foi fácil, mas foi bom para nos adaptarmos ao clima para as próximas partidas."