Com as equipes e os confrontos definidos, o Brasil já pode pensar na melhor estratégia para enfrentar a Espanha no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, pela repescagem da Copa Davis. O brasileiro Rogério Dutra Silva abrirá a série contra Roberto Bautista Agut na sexta-feira, a partir das 16h30. Na sequência, Thomaz Bellucci enfrentará Pablo Andujar

Para Bellucci, número 1 do Brasil, o seu primeiro adversário é uma “incógnita” e pode sofrer com a inexperiência na competição. Até o momento, o espanhol Andujar disputou apenas dois jogos pela Espanha, somando duas derrotas diante dos alemães. “Espero um jogo complicado, Pablo é sólido no saibro. Mas nunca jogou com uma torcida grande, acho que isso pode incomodar um pouquinho”, projeta.

A presença de Rogerinho na equipe titular só foi confirmada nesta quinta-feira. O tenista levou a melhor sobre Guilherme Clezar depois de uma semana de treinos e garantiu o posto de número dois de simples. Em sua avaliação, a briga por uma vaga com o gaúcho foi positiva. “Foi tranquilo, uma disputa sadia. O capitão ia escolher quem estivesse melhor e foi produtivo. Estou me sentindo bem, agora é fazer uma boa partida”, afirma.

Após o sorteio, Rogerinho se diz “ambientado” e não se intimida com a responsabilidade de fazer a estreia do Brasil. Sua principal preocupação é mostrar um bom desempenho para colocar o País em vantagem já no primeiro jogo. “Já sabia com quem ia jogar. Em Copa Davis eu tenho elevado um pouco meu nível (de tênis), espero, quem sabe, já sair com um ponto para o Brasil e deixar o Thomaz um pouco mais tranquilo.”

No sábado, será a vez da dupla formada por Marcelo Melo e Bruno Soares entrar em ação a partir das 14h30. Eles terão pela frente os espanhóis Marc López e David Marrero, que entrará no lugar de Marcel Granollers. Soares explica que a mudança é mais significativa em relação ao estilo dos tenistas do que ao grau de dificuldade do duelo. “Vamos conversar e repensar a melhor forma de enfrentá-los, mas vai ser pedreira do mesmo jeito”, avalia. O seu parceiro Marcelo Melo adota o mesmo discurso. “O nível vai ser praticamente o mesmo, só muda a maneira de jogar, (David Marrero) não tem o mesmo estilo do Marcel (Granollers). É só repensar um pouco a estratégia e ir pra cima deles.”

Enquanto a volta ao Grupo Mundial representa um momento de superação para a equipe brasileira, para os espanhóis é uma tentativa de manter a tradição. A última vez que o time europeu disputou o Zonal Euro/África I foi em 1996, quando a Espanha superou Israel por 4 a 1. Para o capitão Carlos Moyá, o grupo está preparado para a pressão de jogar na casa do rival. “Responsabilidade sempre há na Copa Davis. Nossos jogadores seriam titulares na maioria das equipes e estão capacitados para a disputa”, afirma.

No domingo, a partir das 14 horas, Bellucci voltará à quadra contra Bautista Agut e Rogerinho fechará a série de confrontos contra Andujar. Para acompanhar os jogos no Ibirapuera, os ingressos avulsos custam de R$ 130 (anel superior) a R$ 300 (anel inferior) e os valores do pacote para os três dias de jogos vão de R$ 325 (anel superior) a R$ 780 (anel inferior).