Brasil e França fazem neste sábado (8), às 23h, na Arena da Baixada, a grande final da Liga Mundial de Vôlei. Um duelo que promete ser muito equilibrado e com fortes emoções, uma vez que estarão frente a frente as duas melhores equipes da competição.

Na primeira fase, os franceses tiveram a melhor campanha geral, com oito vitórias, uma única derrota e apenas sete sets perdidos, enquanto a seleção brasileira ficou em segundo, com seis vitórias e três derrotas. Na fase final, os dois times tiveram 100% de aproveitamento em Curitiba.

Por isso, nenhum dos lados quer assumir um favoritismo, apesar de estarem em franca evolução. O Brasil começa a trajetória após a era Bernardinho e ainda vai se acertando, mostrando um melhora jogo a jogo. Contra os Estados Unidos, muitos erros foram corrigidos.

“Estamos contentes com a partida, pois no momento mais complicado do campeonato a equipe se mostrou madura e concentrada, com menos irregularidades. Se olhar os números, tivemos apenas cinco erros de ataque. Soubemos trabalhar bem a bola e agora virá uma grande batalha pela frente”, afirmou Bruninho, capitão da seleção.

“A equipe toda foi muito regular. Cometemos alguns erros desnecessários, mas tivemos um padrão muito bom. Como sempre, nossa equipe cresceu nestes momentos e chegou mais uma vez à final e o padrão de trabalho e foco continua o mesmo, mesmo com a mudança na comissão técnica”, acrescentou Lucão.

França tem a melhor campanha geral da Liga Mundial. Em 12 jogos, só perdeu um. Foto: Divulgação/FIVB
França tem a melhor campanha geral da Liga Mundial. Em 12 jogos, só perdeu um. Foto: Divulgação/FIVB

Só que o adversário, considerado por muitos como o melhor time do campeonato, chega mordido. No ano passado, o Brasil venceu a França duas vezes. Primeiro, pela Liga Mundial do ano passado, ganhou nas semifinais. Depois, nas Olimpíadas fizeram um mata-mata na última rodada da fase de grupos. Quem vencesse, avançaria e quem perdesse estaria eliminado. E aí deu Brasil mais uma vez.

Porém, o capitão da seleção francesa, Benajmin Toniutti, garante que não há um clima de revanche, principalmente pelas mudanças que o time passou de 2016 pra cá.

“Eu acho que é um jogo totalmente diferente, porque é uma nova competição, uma final. Nós esquecemos o que aconteceu nas Olimpíadas, temos um novo grupo, com muitos jogadores novos e vamos lutar muito neste confronto”, afirmou ele, que acredita que a seleção brasileira entra em quadra como favorita por jogar em casa e que isso pode ser bom para a França.

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“Os dois times estão muito bem, jogando um bom voleibol. Mas desde o começo da competição esta será a primeira vez que não seremos os favoritos e isso pode ajudar. Nós temos que tentar fazer tudo que sabemos para vencer esta final”, completou Toniutti, que, mesmo assim, minimizou um clima de pressão na Arena por conta da torcida.

“O estádio é muito grande, é difícil prestar atenção no que acontece na torcida. O nosso foco está totalmente na partida e temos que dar o nosso melhor para vencer este confronto”, destacou.

Certo mesmo é que será um jogo equilibrado, que os próprios jogadores admitem que deve ir longe. “Contra a França sempre é um jogo complicado, de 3 sets a 2, com grandes jogadores dos dois lados”, disse Lucão.