Cidade do México – Chegou a hora de os meninos da seleção Sub-23 decidirem um título. Hoje às 14 h(horário de Brasília), no Estádio Azteca, eles enfrentarão o México na final da Copa Ouro. Terão de encarar 90 mil pessoas, um horário esdrúxulo e a altitude de 2.300 m. Mas, atrevidos como são, confiam no talento que têm e prometem manter o estilo ofensivo que tem encantado os torcedores.

A equipe dirigida por Ricardo Gomes já mostrou ao longo do torneio que tem armas suficientes para ser campeã. Na estréia, mesmo tendo treinado apenas três dias e enfrentado um sol muito forte (o jogo foi ao meio-dia, como será o de hoje), os meninos foram para cima do México e dominaram o jogo. Perderam muitos gols e a partida, mas saíram do estádio com a certeza de que podiam ir muito longe.

Depois de uma atuação pálida na vitória por 2 a 1 sobre Honduras – num jogo disputado dois dias depois da estréia e sob chuva intensa -, o time do Brasil engrenou de vez e viveu seus melhores momentos na competição. Contra a Colômbia, em Miami, venceu com autoridade por 2 a 0 – dois golaços de fora da área de Kaká – e poderia ter feito muitos mais. E na semifinal, contra os Estados Unidos, deu a demonstração definitiva de que é um grupo especial.

Em nove jogos neste ano -contando cinco no Catar -, a seleção tem seis vitórias, dois empates e uma derrota. A maior preocupação de Ricardo Gomes é saber como o time reagirá na altitude, depois de duas partidas ao nível do mar. Ele acha que se ninguém tiver problema, a chance de vitória é grande.

O time será o mesmo que começou jogando as duas últimas partidas, com Nilmar no centro do ataque, Robinho aberto pela esquerda e Kaká e Diego armando as jogadas. “Não teria cabimento eu fazer alguma mudança depois da maneira como ganhamos dos Estados Unidos. Poderia quebrar o embalo”, explicou Ricardo Gomes. Após o jogo, a seleção vai direto para o aeroporto e embarca às 19h40 para o Brasil. O avião pousará em São Paulo às 5h40 de amanhã e depois seguirá para o Rio.