A seleção brasileira masculina enfrenta a República Dominicana nesta sexta-feira, às 19h15, no ginásio Walmir Marques, do Corinthians, em São Paulo, para se aproximar da vaga para o Mundial da China, em 2019. O time do técnico croata Aleksandar Petrovic necessita de duas vitórias em quatro jogos para se classificar e pode se garantir nesta janela das Eliminatórias. O Brasil enfrenta ainda o Canadá nesta segunda, no mesmo local.

“O fato de jogarmos em casa, com o apoio da nossa torcida, pode nos ajudar a assegurar a vaga já nesses dois jogos, mas o importante é jogarmos um bom basquete e continuar esse trabalho que iniciamos há um ano. Continuamos buscando atingir um ritmo internacional e sei que as vitórias vão chegar, não duvido disso, por isso não me preocupo com a classificação”, afirmou o treinador croata.

As duas outras partidas serão apenas em fevereiro de 2019. A seleção brasileira encara Ilhas Virgens, no dia 21, e República Dominicana, dia 24, ambas fora de casa. Apesar do W.O. contra o Brasil, o time do arquipélago localizado no Caribe não foi excluído das Eliminatórias pela Fiba. A entidade decidiu apenas aplicar uma multa.

A principal novidade para os jogos contra República Dominicana e Canadá será Marquinhos. Eleito o MVP da última edição do NBB, o ala do Flamengo ficou fora de algumas convocações por um problema com Petrovic. “Não tenho o que falar sobre a qualidade do Marquinhos, ele tem um talento imenso e acredito que vá nos dar um toque a mais de qualidade não só para essa janela, mas para o futuro da seleção”, afirmou o técnico.

Por outro lado, Petrovic tem alguns desfalques. O armador Marcelinho Huertas não foi liberado pelo Baskonia, da Espanha, e Yago, do Paulistano, e Ricardo Fischer, do Corinthians, se lesionaram antes da convocação. Já o pivô Lucas Bebê, do Fuenlabrada, também da liga espanhola, se apresentou com uma lesão e está fora dos dois jogos.

Petrovic prefere não lamentar e aponta os problemas que o rival também terá para o confronto. A República Dominicana não poderá contar com o pivô Ángel Delgado, do Los Angeles Clippers, da NBA, o ala Eulis Baez, do Gran Canaria, da Espanha, e o armador Édgar Sosa, do Gravelines-Dunkerque, da França. “Não me preocupo tanto com o time deles, o importante é deixar a seleção brasileira preparada para esses dois jogos mesmo com poucos dias de preparação”, afirmou.

O croata vê a sua defesa forte, mas está preocupado com o ataque. “Depois de três dias de treinamento estamos muito bem preparados, principalmente na defesa. A equipe está respondendo de uma maneira impressionante. Nosso objetivo é ganhar esses dois compromissos em casa com uma defesa forte, correndo a quadra para aproveitar nossa transição e apresentando um bom basquete”, explicou.

“Minha maior preocupação é um pouco com o nosso ataque, já que teremos três armadores novos em relação à última janela, e apenas cinco, seis treinos não são o suficiente para implementar e entender tudo que se passa dentro de quadra”, finalizou.