Além de exibirem pela primeira vez o pôster oficial da Copa do Mundo de 2014, a Fifa e o Comitê Organizador Local (COL) apresentaram oficialmente nesta quarta-feira, no Rio, os novos embaixadores do Brasil para o grande evento que o País irá sediar no próximo ano. Trata-se dos campeões mundiais Carlos Alberto Torres, Amarildo e Zagallo e a jogadora de futebol Marta, que se juntam a Ronaldo e Bebeto, também ganhadores de Copas, nomeados anteriormente como embaixadores.

Zagallo não pôde comparecer ao evento desta quarta, mas, emocionado, expressou por meio de um vídeo, exibido durante a entrevista coletiva promovida pela Fifa e o COL, a satisfação por ter se tornado um embaixador do Brasil para o Mundial de 2014.

“Eu comecei minha vida vendo uma Copa do Mundo, a de 1950, que eu estava de soldado, capacete, cassetete, tudo o que eu tinha direito. E hoje eu estou sendo promovido a embaixador, é um salto muito grande. De ‘soldado para embaixador’. Me sinto feliz”, afirmou Zagallo, campeão mundial como jogador em 1958 e 1962, como técnico em 1970 e auxiliar-técnico em 1994, que trabalhou como soldado durante o primeiro Mundial organizado pelo Brasil.

O primeiro ícone do futebol brasileiro a subir ao palco para falar sobre o papel que dividirá com os campeões mundiais como embaixadores foi Marta. De forma breve, ela festejou o fato de ter sido escolhida para integrar este seleto grupo. “Tenho certeza de que a Copa será um sucesso. Estaremos empenhados para fazer o nosso papel e dar o nosso melhor para um resultado positivo. Estou honrada com esse convite e espero dar assistência a estes grandes craques”, disse Marta.

Capitão da seleção brasileira na Copa de 1970, Carlos Alberto Torres também não escondeu a sua satisfação. “O Brasil está mostrando que está quase no ponto (no processo de organização da Copa) e estou muito honrado em poder servir o meu País e o futebol brasileiro em nome da CBF”, destacou.

‘MANCHA’ DE 1950 – O ex-atacante Amarildo, por sua vez, foi quem mais discursou ao falar de sua nova condição de embaixador, depois de ter sido decisivo na campanha do bicampeonato mundial do Brasil na Copa de 1962. Ao comentar o assunto, o ex-jogador enfatizou a importância de o País brilhar no Mundial de 2014, no qual vê a seleção nacional com a obrigação de conquistar o título e “apagar” a decepção de 1950, quando caiu em casa na final da Copa diante do Uruguai, no lotado Maracanã.

“É uma emoção enorme representar o Brasil como embaixador e, se Deus quiser, ajudar a tirar aquela mancha de 1950. E tenho certeza de que o Brasil será campeão. Vou dar uma de Zagallo e dizer que ‘tem que ser campeão’. É uma honra estar entre os campeões aqui presentes. Farei de tudo para ajudar da melhor maneira possível para que essa Copa do Mundo seja de sucesso e possamos ter a possibilidade de mostrar a todo mundo que o Brasil não é bom só no futebol, mas também na hospitalidade. É um espelho para o mundo, desejo que tudo corra bem, e tenho certeza de que correrá”, projetou.

Já integrante deste grupo de embaixadores há mais tempo, Bebeto disse nesta quarta-feira que “é um prazer servir o país e que com esse time agora somos imbatíveis”. “Não vamos medir esforços para realizar a melhor Copa de todos os tempos”, pontuou.

Último embaixador a falar, Ronaldo enfatizou que a Copa do Mundo de 2014 já é vista como uma grande realidade para o Brasil e lembrou da necessidade de o País mostrar competência a partir do primeiro evento-teste da competição, a Copa das Confederações, que ocorrerá entre 15 e 30 de junho, em solo nacional.

“Pra mim a ficha já caiu. Os estádios são uma realidade, as obras de infraestrutura estão avançando, o entusiasmo do estrangeiros também é grande, que podemos comprovar pela demanda de venda de ingressos, pelas inscrições de voluntários. A Copa das Confederações é a primeira chance de trazer uma grande primeira impressão para o Brasil”, ressaltou.