Os jogadores da seleção brasileira têm pelo menos duas certezas para o jogo desta sexta contra a Inglaterra, pelas quartas-de-final da Copa do Mundo da Coréia do Sul e do Japão. A primeira é que o meia-armador David Beckham pode, de fato, desequilibrar uma partida. A segunda é que a Inglaterra está longe de ser uma equipe dependente de apenas um jogador. Na delegação do Brasil existe um consenso. Todos reconhecem que o futebol inglês evoluiu de maneira considerável nos últimos anos. Assim, com mais toque de bola, vai afastando, aos poucos, a imagem de truculência de excessivo número de cruzamentos de bolas altas na área.

Por isso, quando se fala em Beckham, os atletas brasileiros procuram falar com respeito, mas nada que exija marcação especial. ?É preciso lembrar que no time deles ainda estão jogadores como o Owen e o Heskey, que estão entre os melhores, sem dúvida?, afirmou o lateral-esquerdo Roberto Carlos. ?Se nos preocuparmos apenas com esse ou aquele, sempre vai existir um livre que pode definir a partida.? Para o zagueiro Edmílson, o time inglês destaca-se do brasileiro pela forma mais aguerrida de jogar. E o centro das ações do adversário, segundo o jogador do Lyon, da França, não é Beckham, e sim o atacante Heskey.

?As jogadas são no Heskey?, observou. ?A equipe da Inglaterra mostrou uma pegada muito forte. Precisamos igualar nesse ponto e superar com a técnica.? Já o goleiro Marcos se eximiu de fazer comentários sobre os principais nomes ingleses. Preferiu citar atletas de seu time. ?Se eles (ingleses) contam com o Owen e o Beckham, nós temos Ronaldo e Rivaldo?, disse.

Para Roberto Carlos, nem mesmo o jogo aéreo da Inglaterra é motivo de tanta preocupação. ?Temos também jogadores altos, como Lúcio, Rivaldo, Edmílson, Roque Júnior que vão marcar bem essas jogadas?, garantiu. ?Até mesmo eu, com minha altura, vou colaborar!?