Foto: WR Imagens/Divlgação CBB
Iziane comemora a vitoria do Brasil.

Como parar a ala-pivô Lauren Jackson, a cestinha do campeonato na primeira fase e que já foi eleita a melhor do mundo?

Esse será o problema do Brasil hoje, quando enfrenta a Austrália, de Lauren Jackson, pelo Grupo E do Mundial Feminino de Basquete, às 9h30, no Ginásio do Ibirapuera (com Globo, SporTV e ESPN Brasil). As brasileiras vêm embaladas por uma importantíssima vitória, neste sábado, contra a Lituânia por 84×67, na abertura da segunda fase da competição com 18 pontos de Iziane, a cestinha do jogo.

Com mais uma vitória, o Brasil fica, na pior das hipóteses, em terceiro lugar do grupo e foge de um confronto com o favorito Estados Unidos nas quartas-de-final. ?Ah se a Austrália fosse só a Lauren Jackson. É uma escola de basquete, com um grupo que joga igual, desde as categorias de base. Nosso problema será parar a Peny Taylor, a Kristi Lee… Vamos cuidar da nossa vida e fazer a nossa parte?, afirma o técnico Antônio Carlos Barbosa.

A pivô Alessandra, um dos destaques da vitória deste sábado, com 16 pontos e nove rebotes, vai marcar a bela Lauren. ?Ela é boa demais, somos amigas, mas vai ser difícil. Não é uma pivô clássica, joga fora do garrafão. Estou me concentrando. E não é só a Lauren Jackson, tem o time inteiro?, avisou.

A armadora Helen observou que ?a Austrália joga na força física, com a bola na mão e não erra. Temos de vir com a mão calibrada, concentradas, não querer jogar rápido e fazer uma boa defesa. Acho que dá?.

Neste sábado, a seleção precisou de uma chacoalhada do técnico Antônio Carlos Barbosa, que estava com a pressão arterial alta, no intervalo do jogo contra a Lituânia para voltar confiante no segundo tempo e definir a partida (o Brasil venceu o terceiro quarto por 25×14 e chegou a abrir 16 a 1). No primeiro tempo, as duas seleções fizeram um jogo horrível (33×27), com erros infantis – inclusive andadas. A novidade foi a entrada da pivô Érika, que sofreu recentemente um entorse no tornozelo esquerdo e precisou de proteção no local. Ela jogou 12 minutos, fez uma cesta e apanhou três rebotes.

No segundo tempo, o jogo foi parado algumas vezes para que a quadra fosse enxugada, por causa de goteira no teto do ginásio. A lituana Lina Brazdeikyte ficou parada com a mão esticada, sob a goteira, para mostrar o que estava acontecendo.

A armadora Adrianinha, que veio do banco, avaliou que o Brasil estava desconcentrado no primeiro tempo e errou muitos contra-ataques. ?No segundo, mostramos a nossa cara, jogamos com alegria e raça.?

Janeth, que teve 100% de aproveitamento nos lances livres (10 pontos), ainda não conseguiu atingir a mesma eficiência nos arremessos de dois pontos (fez 4 pontos). ?Não estou ouvindo os comentários e as críticas que vêm de fora da quadra. Estou tentando ajudar o grupo do jeito que posso e acho que essa equipe vai chegar a algum lugar.?

Mas como melhorar? Janeth disse que treina todos os dias, está indo para a cesta e prefere ficar com o conselho da mãe, Rita. ?Ela sempre me diz para pensar positivo, é bola para a frente.?

Helen comentou que não seria justo que, depois de um dia de praia no Guarujá – as lituanas folgaram na véspera do jogo – o Brasil, que treinou em dois períodos, perdesse a partida. ?Ninguém mandou irem para a praia?, brincou Micaela.

Austrália no caminho

 Foto: Divulgação

Helen comandou o Brasil na vitória sobre a Lituânia por 84×67.

Como parar a ala-pivô Lauren Jackson, a cestinha do campeonato na primeira fase e que já foi eleita a melhor do mundo? Esse será o problema do Brasil hoje, quando enfrenta a Austrália, de Lauren Jackson, pelo Grupo E do Mundial Feminino de Basquete, às 9h30, no Ginásio do Ibirapuera (com Globo, SporTV e ESPN Brasil). As brasileiras vêm embaladas por uma importantíssima vitória, ontem, contra a Lituânia, por 84×67, na abertura da segunda fase da competição, com 18 pontos de Iziane, a cestinha do jogo.

Com mais uma vitória, o Brasil fica, na pior das hipóteses, em terceiro lugar do grupo e foge de um confronto com o favorito Estados Unidos nas quartas-de-final. ?Ah, se a Austrália fosse só a Lauren Jackson. É uma escola de basquete, com um grupo que joga igual, desde as categorias de base. Nosso problema será parar a Peny Taylor, a Kristi Lee… Vamos cuidar da nossa vida e fazer a nossa parte?, afirma o técnico Antônio Carlos Barbosa.

A pivô Alessandra, um dos destaques da vitória deste sábado, com 16 pontos e nove rebotes, vai marcar a bela Lauren. ?Ela é boa demais, somos amigas, mas vai ser difícil. Não é uma pivô clássica, joga fora do garrafão. Estou me concentrando. E não é só a Lauren Jackson, tem o time inteiro?, avisou. A armadora Helen observou que ?a Austrália joga na força física, com a bola na mão e não erra. Temos de vir com a mão calibrada, concentradas, não querer jogar rápido e fazer uma boa defesa. Acho que dá?.

Neste sábado, a seleção precisou de uma chacoalhada do técnico Antônio Carlos Barbosa, que estava com a pressão arterial alta, no intervalo do jogo contra a Lituânia para voltar confiante no segundo tempo e definir a partida (o Brasil venceu o terceiro quarto por 25×14 e chegou a abrir 16 a 1). No primeiro tempo, as duas seleções fizeram um jogo horrível (33×27), com erros infantis – inclusive andadas. A novidade foi a entrada da pivô Érika, que sofreu recentemente um entorse no tornozelo esquerdo e precisou de proteção no local. Ela jogou 12 minutos, fez uma cesta e apanhou três rebotes.

No segundo tempo, o jogo foi parado algumas vezes para que a quadra fosse enxugada, por causa de goteira no teto do ginásio. A lituana Lina Brazdeikyte ficou parada com a mão esticada, sob a goteira, para mostrar o que estava acontecendo. A armadora Adrianinha, que veio do banco, avaliou que o Brasil estava desconcentrado no primeiro tempo e errou muitos contra-ataques. ?No segundo, mostramos a nossa cara, jogamos com alegria e raça.?

Janeth, que teve 100% de aproveitamento nos lances livres (10 pontos), ainda não conseguiu atingir a mesma eficiência nos arremessos de dois pontos (fez 4 pontos). ?Não estou ouvindo os comentários e as críticas que vêm de fora da quadra. Estou tentando ajudar o grupo do jeito que posso e acho que essa equipe vai chegar a algum lugar.?

Mas como melhorar? Janeth disse que treina todos os dias, está indo para a cesta e prefere ficar com o conselho da mãe, Rita. ?Ela sempre me diz para pensar positivo, é bola para a frente.?

Helen comentou que não seria justo que, depois de um dia de praia no Guarujá – as lituanas folgaram na véspera do jogo – o Brasil, que treinou em dois períodos, perdesse a partida. ?Ninguém mandou irem para a praia?, brincou Micaela.

Lauren, musa do basquete e adversária do Brasil

Foto: Divulgação
Lauren Jackson na edição de biquínis da revista Sports Illustrated.

A australiana Lauren Jackson poderia ter seguido a carreira de modelo internacional. Mas sua paixão pelo basquete falou mais alto. Na quadra, a ala-pivô da Austrália prova que seu talento vai muito além de um rostinho bonito e um corpão escultural – são 84 quilos distribuídos em 1,95m.

Aos 25 anos, a bela encerrou a primeira fase do mundial feminino como a principal cestinha da competição, com média de 27 pontos, seguida pela cubana Yayma Boulet, com 23. E quer mais. Sua meta é vencer a competição. ?Quem quiser nos superar, mesmo os Estados Unidos, terá de jogar muito bem?, desafia Lauren que soma dois bronzes em Mundiais (Alemanha/1998 e China/2002), além de duas pratas em Jogos Olímpicos (Sydney/2000 e Atenas/2004).

Filha de ex-jogadores de basquete, Lauren foi convocada pela primeira vez para seleção principal de seu país aos 16 anos. Joga desde 2001 na WNBA – liga profissional feminina de basquete dos EUA – e atualmente defende o Seattle Storm, ao lado da ala brasileira Iziane. ?Gosto de basquete desde criança porque via meus pais jogando?, diz a atleta, que é natural de Albury.

Antes de se firmar como profissional no basquete, confessa que até chegou a pensar em ser modelo. ?Mas não era o principal objetivo da minha vida?, afirma. Hoje, a carreira de top model ficou ainda mais distante. ?Não penso mais sobre essas coisas.?

Sua beleza e a eficiência em quadra chamaram a atenção de revistas masculinas. Há dois anos, aceitou posar nua para a publicação australiana Black + White. No ano passado, foi a vez de um ensaio sensual para a Sports Illustrated. A exposição não a incomoda. ?Não tenho problemas com meu corpo, estou em forma. Se me convidarem para posar nua de novo, aceito?, diz a jogadora que causa frisson por onde passa. Vaidosa, só entra em quadra maquiada. Lápis para destacar os olhos verdes, rímel, gloss e blush nas bochechas para dar uma iluminada na pele branquinha.

Graciosa, não encanta só os marmanjos – arrasta uma legião de crianças aos jogos. E atende a todos com carinho. Nada parece atrapalhar a musa, dentro ou fora de quadra. Nem mesmo sua altura na hora de arranjar um namorado. ?Nunca tive problemas com minha altura. E agora estou sem namorado?, avisa. (Glenda Carqueijo)