A 16.ª edição do Brasil Open de Tênis, que começa nesta segunda-feira e vai até domingo, pode ser a última oportunidade de o público de São Paulo ver os duplistas Marcelo Melo, número 1 do mundo, e Bruno Soares em ação juntos antes dos Jogos Olímpicos do Rio. Após caírem nas semifinais no Rio Open, os brasileiros iniciam a campanha contra a dupla formada pelo espanhol Nicolas Almagro e pelo brasileiro Eduardo Russi Assumpção.

O Brasil Open só não será a derradeira disputa da dupla em São Paulo caso Melo e Soares sejam convocados para a Copa Davis, de 15 a 17 de julho, o Equador ganhe de Barbados no Zonal Americano I e a capital paulista seja escolhida para receber o confronto da segunda rodada.

Depois de quatro edições disputadas no ginásio do Ibirapuera e da queda de público nos dois últimos anos, o Brasil Open terá nova casa: o Esporte Clube Pinheiros. O local, que sediou a semifinal da Copa Davis de 1971, volta ao cenário do tênis nacional com uma quadra central, duas secundárias e outras duas para treinamentos.

Enquanto o Rio Open reuniu astros como Rafael Nadal, David Ferrer, John Isner e Jo-Wilfried Tsonga, o Brasil Open não contará com atletas Top 10 na chave de simples. O tenista melhor colocado no ranking da ATP é o francês Benoit Paire, 22.º do mundo. Na estreia, o cabeça de chave 1 enfrentará o vencedor da partida entre o italiano Luca Vanni, atual vice-campeão, e o sérvio Dusan Lajovic.

Para o brasileiro Thomaz Bellucci, o calendário atrapalhou a vinda de estrelas à competição paulista. “O Brasil Open está em uma semana difícil, já que coincide com Acapulco, que é um ATP 500. Em função disso, é mais difícil conseguir nomes de peso para o torneio”, afirmou. O torneio mexicano dará US$ 1.551.830 em premiação, enquanto que o Brasil Open concede US$ 499.055.

No papel, Bellucci – número 1 do País e 32 do mundo – fica atrás apenas de Paire e quer aproveitar a vantagem de anfitrião para conquistar o seu primeiro título em casa. “Gostaria muito de ser campeão do Brasil Open, contando com o apoio da minha família, dos meus amigos e do público em geral”, disse. O brasileiro está na espera de seu adversário, que sairá do confronto entre o japonês Taro Daniel e o argentino Guido Pella.

Destaque no Rio depois de surpreender Tsonga, Thiago Monteiro foi convidado pela organização a participar da chave principal do Brasil Open. O brasileiro enfrentará o tricampeão Almagro na primeira rodada. Semifinalista em 2015, João Souza, o Feijão, não passou da fase classificatória. Rogério Dutra Silva, André Ghem e Orlando Luz também pararam no qualifying.