Se a seleção brasileira titular do judô não teve o brilho que se imaginava nos Jogos Pan-Americanos, ainda que tenham ganhado 13 medalhas, os reservas fizeram feio no Grand Slam de Tyumen, na Rússia. Na Sibéria, nove brasileiros lutaram e nenhum chegou sequer à disputa por medalhas. Bom para a delegação que foi à Toronto e agora está ainda mais perto da Olimpíada.

Os eventos da série Grand Slam são, dentre os do Circuito Mundial, os que mais rendem pontos no ranking olímpico. Só são menos valorizados que o Mundial. Por isso, o torneio na Rússia era a grande oportunidade desses judocas pontuarem bem e se esquentarem a corrida olímpica brasileira.

Mas todos falharam. Rochele Nunes, que vai ao Mundial na categoria peso pesado (+78kg) e corre atrás de Maria Suelen Altheman, perdeu nas quartas de final, para a líder do ranking mundial Song Yu, da China. Na repescagem, parou na alemã Jasmin Kuelbs, nona do mundo. A gaúcha é a 15ª.

Para o duas vezes medalhista olímpico Leandro Guilheiro, a corrida olímpica acabou. O brasileiro da categoria até 81kg perdeu na estreia para Aliaksandr Stsiashenka, da Bielo-Rússia, 25º do mundo. Desde que voltou de dois anos parado por lesão, em outubro do ano passado, Guilheiro já foi a nove torneios do Circuito Mundial e chegou ao pódio apenas de dois eventos menores.

Assim, Guilheiro é apenas o 68º colocado do ranking mundial, enquanto Victor Penalber, mesmo ainda devendo bons resultados em grandes eventos, é o sexto e deverá ir à Olimpíada.

Samanta Soares (31ª do mundo), reserva de Mayra Aguiar na categoria até 78kg, perdeu na estreia para a britânica Natalie Powell (oitava). Rafael Buzacarini (28º) caiu na estreia na até 100kg para o georgiano Aleksandre Mskhaladze (34º). Por fim, Eduardo Bettoni (39º) começou vencendo o francês Ludovic Gobert (87º), mas foi eliminado pelo alemão Aaron Hildebrand (30º) na até 90kg.