Metade do Campeonato Brasileiro já se foi e cada vez mais as brigas por título, Libertadores e rebaixamento vão se afunilando. Até duas rodadas atrás, o Atlético-MG era o líder e o grande time da competição. Bastaram duas derrotas para o Galo ver de longe o Corinthians na ponta e também já ser ameaçado pelo Grêmio na vice-liderança.

A briga pelo G4 vem sendo emocionante desde o começo. Já estiveram por lá, além de Corinthians, Atlético-MG, Grêmio e Fluminense, que atualmente fazem parte deste pelotão, Palmeiras, São Paulo, Sport, Atlético, Ponte Preta, Chapecoense e Goiás. A gangorra não parou em nenhuma rodada. Para se ter uma ideia, o clube pernambucano é o time que mais esteve no G4, por 14 rodadas, ao lado do Galo.

Se a qualidade do futebol jogada no campo deixou a desejar em algumas partidas, pelo menos a emoção esteve presente quase sempre. Afinal, quem apostaria em Sport e Furacão antes de a bola rolar? E mesmo com os dois em sétimo e oitavo lugar, respectivamente, a diferença deles para o quarto lugar é de apenas dois e três pontos.

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O próprio tricolor gaúcho se recuperou ao longo do torneio após a chegada do técnico Roger Machado e provou que, apesar de um elenco mais limitado, seguirá forte na briga. O Palmeiras de Marcelo Oliveira, mesmo após uma caída, segue firme na recuperação e é forte candidato a brigar por Libertadores.

Claro que algumas decepções surgiram no meio do caminho. O São Paulo do colombiano Juan Carlos Osório alcançou a liderança, mas já mostrou a mesma irregularidade de sempre e despencou. O Internacional, considerado por muitos o melhor elenco do Brasil, priorizou a Libertadores e está no segundo pelotão. E o atual bicampeão Cruzeiro vem mostrando que apenas cumprirá tabela este ano.

ZR

Por outro lado, a zona de rebaixamento não se alterou muito nestes primeiros 19 jogos. O Joinville por exemplo ficou entre os quatro últimos em todas as rodadas, seguido pelo Vasco, que ficou 16, e Coritiba, em 15. A quarta posição, atualmente do Goiás, foi a que mais teve donos, e times que teoricamente não eram para estar ali, como Flamengo, Santos, Cruzeiro, Internacional e até o Grêmio. O Figueirense foi outro que por alguns momentos fez parte da ZR.

Números

Chegar à Libertadores sempre é um desafio. E por conta do equilíbrio apresentado até aqui, a tendência é que este ano seja ainda mais difícil. Até aqui, o menor aproveitamento para se terminar no G4 foi alcançar os 61 pontos (53,5%), casos de Fluminense (2007), Flamengo (2011) e Botafogo (2013). Este ano, se for mantida a média atual, seria preciso 57% de aproveitamento. Ou seja, os candidatos precisam chegar aos 63 pontos.

Para fugir da Série B, o número mágico sempre foi trabalhado em cima dos 45 pontos. Mas a tendência é que este ano precise de menos pontos. Se usarmos o parâmetro do ano passado, com 42 pontos é possível permanecer na elite em 2016. E desde 2006, quando o Brasileirão passou a ser disputado por 20 clubes, apenas em 2012 os quatro últimos do primeiro turno acabaram rebaixados. Ou seja, ainda há esperança.

Um time de revelações e veteranos

Metade do Brasileirão já ficou para trás e muita coisa aconteceu nestas 19 rodadas. E a equipe da Tribuna elegeu sua seleção destes primeiros 19 jogos. Numa votação acirrada, nossa seleção conta com três jogadores do Grêmio, dois do Corinthians, dois do Santos, dois do Atlético-MG, um do Palmeiras e um do Atlético. O treinador escolhido foi Eduardo Baptista, que vem realizando um ótimo trabalho no comando do Sport.

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<,p>Alguns jogadores foram unânimes entre os integrantes da equipe da Tribuna. O volante Otávio, do Furacão, é um exemplo. Ele vem fazendo um excelente campeonato pelo Rubro-Negro. Outros que recebeu votos de todos foram o atacante Ricardo Oliveira, artilheiro do Brasileirão, e o zagueiro Gil, do Corinthians. (Carlos Bório)

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