O Campeonato Brasileiro acabou no último domingo, com o Corinthians levantando a taça de campeão e outros times comemorando vaga na Libertadores e a permanência na Série A, enquanto houve aqueles que não tiveram tanta sorte. Mas quem comemorou mesmo foi a torcida, que, ao longo de quase sete meses, acompanhou as 38 rodadas lado a lado da sua equipe.

O Brasileirão 2011 terminou com uma média de 14.900 pessoas por partida, sendo a quarta melhor na era dos pontos corridos, ficando atrás apenas de 2009 (17.601), 2007 (17.461) e 2008 (16.714). Apesar da alta média, o recorde de público em um só duelo, quando 63.871 pessoas foram ao Morumbi e viram a derrota do São Paulo por 2 x 1 para o Flamengo, ficou muito abaixo da casa dos 70 mil, alcançada nos últimos anos pelo Flamengo, muito por causa do Maracanã, ausente do futebol desde o ano passado.

Mas se a torcida está voltando aos estádios, os gols estão diminuindo. Com apenas 1017 assinalados, este campeonato teve a segunda pior média de gols (2,68) por partida, ficando a frente apenas de 2010, quando as redes foram balançadas 978 vezes (2,57 por jogo).

Aliás, os poucos gols se devem também ao equilíbrio. Ao longo da competição, nenhum time conseguiu disparar na ponta da tabela, chegando à 33ª rodada com o líder separado do quinto colocado por apenas três pontos. Muito também por causa desses poucos gols e também dos visitantes complicando a situação dos donos da casa.

Em 380 partidas, apenas 48,4% dos times mandantes fizeram valer atuar em seu estádio, somando 184 vitórias, com mais 105 empates (27,6% dos confrontos) e 91 triunfos (24%) dos que atuavam fora de seus domínios. Esta diferença entre mandante e visitante foi apenas a segunda menor, mais uma vez superando 2010, quando 47,1% dos donos da casa ganharam.

A artilharia, pelo menos, voltou a mostrar números expressivos. Desde que o Brasilierão passou a ser disputado por 20 clubes, em 2006, os matadores da temporada vinham deixando a desejar. Naquele ano, por exemplo, Souza, então do Goiás, liderou a lista com apenas 17 gols. No ano seguinte, foi a vez de Josiel, do Paraná, ser o artilheiro, com 20 gols.

Com um gol a mais, em 2008 três atacantes dividiram a artilharia: Keirrison, do Coritiba, Kléber Pereira, do Santos, e Washington, do Fluminense. Já em 2010 este número caiu de novo. Diego Tardelli, do Atlético-MG, e Adriano, do Flamengo, marcaram somente 19 gols.

Mas ano passado Jonas fez valer o status de artilheiro e balançou as redes 23 vezes, número que não era alcançado desde 2004, quando Washington, então no Atlético, marcou 34 vezes, e que só foi superado sete vezes na história do torneio. E este ano Borges, do Santos, não deixou por menos e igualou a marca. A diferença é que, ao contrário de anos anteriores, o vice-artilheiro chegou bem perto. Fred, do Fluminense, fez nove gols nas últimas quatro partidas e terminou o Brasileiro com 22.

Em campo

Com Corinthians e Vasco na luta pela taça, Flamengo, Internacional, São Paulo, Figueirense, Coritiba e Botafogo almejando as duas últimas vagas à Libertadores e Cruzeiro, Atlético e Ceará tentando fugir do rebaixamento, quase todos os clubes tinham ambições na última rodada.

Allan Costa Pinto
Torcida rubro-negra foi só lamentos com a queda pra Série B.