A vitória suada diante do Japão, por 93 a 91, nesta terça-feira, emocionou as jogadoras da seleção brasileira feminina de basquete. Ao saírem da quadra, após a prorrogação, elas falaram sobre a garra da equipe, que, com o resultado, segue com chances de classificação para as quartas de final do Mundial da República Checa.

“É desse jeito que temos que jogar: com raça, determinação. Cada jogo é uma batalha”, afirmou a pivô Érika, destaque da partida com 32 pontos e 18 rebotes, em entrevista à SporTV. “Foi suado. Com a gente nada é fácil. Foi um grande esforço, mas lutamos até o final”, declarou a ala Iziane, decisiva para a vitória brasileira, após anotar uma bola de três pontos na prorrogação.

Se a cesta de Iziane foi importante, o momento mais emocionante do jogo aconteceu no final do tempo normal. Três pontos atrás das japonesas, o Brasil chegou ao empate com uma bola de longa distância da contestada ala Sílvia Gustavo, já no estouro do cronômetro.

“Eu hesitei pra chutar, mas a Helen pediu e eu chutei. Isso é resultado de treino, é merecimento. A gente começou mal, mas o que importa é como o jogo termina”, afirmou Sílvia Gustavo. “Ela merecia aquele arremesso. Sabíamos do potencial dela. Foi para extravasar a tensão”, explicou a armadora Helen Luz, autora da assistência para a jogada.

Com a derrota, as japonesas estão eliminadas da competição. Apesar da má campanha realizada pelas asiáticas no Mundial, as brasileiras fizeram questão de exaltar a qualidade das adversárias desta terça-feira.

“É muito difícil jogar contra times asiáticos, porque fica difícil encaixar o jogo. Elas são muito rápidas, mas eu também sou veloz, mostrei minha velocidade e ajudei a equipe no final. Foi um grande trabalho de equipe”, analisou Iziane, que terminou com 24 pontos.