No próximo dia 11 de dezembro, será conhecido o campeão brasileiro de F-Truck de 2005, ano em que a categoria comemora dez anos de existência. A disputa ficou para a última etapa em Brasília entre o paranaense Wellington Cirino, 84 pontos e o paulista Roberval Andrade com 68.

Pelo retrospecto dos dois candidatos ao título, fica ainda mais difícil apontar um favorito entre eles, a não ser pela vantagem de Cirino de 16 pontos sobre Roberval. Os dois pilotos já foram campeões da F-Truck. Cirino da cidade de Francisco Beltrão, Oeste do Paraná, que corre com apoio oficial da Mercedes-Benz, foi campeão em 2001 e 2003; o paulista, de Santo Anastácio, tem apoio oficial da Scania e foi campeão em 2002. Na temporada de 2005, Cirino e Roberval empatam no número de vitórias, duas para cada um, com Cirino vencendo em Goiânia e Guaporé e Roberval em Londrina e Tarumã.

Para Cirino, chegar à final disputando o título e com a mão bem perto da taça já representa um feito. Ele passou por maus bocados na temporada de 2005. Ainda andando de muletas, que só deverá abandoná-las em março do ano que vem, pois ficou três provas sem correr depois do acidente nos treinos livres do dia 8 de julho, na etapa de Londrina. Após várias cirurgias ele pode voltar a pisar no pedal de embreagem que não atinge o peso de 30 quilos, máximo recomendado pelos médicos que o operaram, e voltar a marcar pontos com o segundo lugar na prova de Tarumã (RS) dia 6 de novembro. ?Estou tranqüilo para esta disputa pela confiança que adquiri em mim e no caminhão correndo em Tarumã. Não vou correr só pelo título, acho que posso vencer a prova?, diz animado o líder, lembrando que está na hora de um bom resultado em Brasília, já que nos três anos anteriores não terminou a prova por acidente ou quebra de motor. ?O Geraldo (Piquet, seu companheiro de equipe) foi segundo no ano passado?, emenda Cirino mostrando logo que não é problema de equipamento no circuito rápido de Brasília.

Roberval Andrade reconhece que não só a vantagem de pontos, mas também a atuação de Cirino que largou em 23.º em Tarumã e chegou em segundo são dois fatores preocupantes. Sua equipe tem treinado bastante e trabalhado na motorização do Scania t 124 com alimentação eletrônica, item que preocupa as equipes pelo calor e pouca umidade relativa do ar em Brasília. ?Temos sempre que diminuir a potência do motor para não ser punido pelo excesso de fumaça no escapamento. Mas estou com condições de vencer e quanto ao título só Deus sabe. Muita coisa pode acontecer na prova?, lembra Roberval que nos anos anteriores esteve sempre entre os primeiros colocados: quarto em 2002, segundo em 2003 e terceiro em 2004. ?Está na hora de um primeiro lugar?, brinca com otimismo Roberval Andrade.