Vice-campeão da GP2 no ano passado, e cotado para uma das vagas na ex-Honda, Bruno Senna considerou “natural” que Ross Brawn tenha optado pela permanência de Jenson Button e Rubens Barrichello como pilotos da equipe para a temporada de 2009 da Fórmula 1. Segundo o jovem brasileiro, a experiência da dupla pesou na escolha.

“É claro que eu gostaria de ter sido escolhido, mas entendo e respeito a posição do Ross Brawn. O mais importante, no entanto, nem é saber quem correrá e sim que a equipe conseguiu se manter de pé e conservar o emprego de quase 700 funcionários. Num momento tão grave como o atravessado pela economia mundial, me conforta saber que toda aquela gente da fábrica em Brackley continuará trabalhando”, comentou Bruno, em nota publicada no seu site oficial. “Para a Fórmula 1, a redução do grid também teria impacto bastante negativo”, completou.

Ainda em Londres, onde mora desde que iniciou a carreira no final de 2004, Bruno Senna disse que vai analisar com calma as alternativas que tem pela frente. “Vou pensar com calma e ver o que é melhor para meu futuro. Qualquer que seja o caminho, ele deverá levar em consideração que a meta continuará sendo a Fórmula 1. Tenho enorme confiança no meu potencial, acho que já mostrei que mereço uma chance e vou continuar correndo atrás dela.”

Bruno Senna lembrou, no entanto, que se considerava à altura do desafio que teria pela frente caso terminasse com uma das vagas. “Conquistei resultados altamente significativos em apenas quatro anos de carreira. Na GP2, onde tinha apenas 30 minutos para conhecer as pistas e acertar o carro antes da tomada classificatória, venci logo na terceira corrida. Acho que tudo isso diz um pouco da minha capacidade de aprender rapidamente.”

Bruno Senna tem seu nome ligado a informações na mídia internacional de que estaria indo competir na DTM (Campeonato Alemão de Carros de Turismo), com o apoio da Mercedes (fornecedora de motores para três equipes na F-1).