São Paulo (Ag. Placar) – A diretoria do São Paulo acha pouco provável que o lateral-direito Cicinho seja negociado com o Manchester United ainda neste ano. Na opinião de Marco Aurélio Cunha, superintendente de futebol do clube, a burocracia não permitirá que o acordo saia até dia 31 de agosto, quando terminam as inscrições na Europa.

De acordo com o cartola, o maior empecilho será o passaporte italiano que o jogador tenta obter. Sem o documento, ele ocuparia uma vaga de extracomunitário no elenco, mas a equipe inglesa não cogita contratá-lo nessas condições.

"O Manchester quer um jogador com passaporte comunitário, e o Cicinho ainda não tem o passaporte italiano. Acho difícil conseguir tudo a tempo de ser inscrito", brincou o dirigente.

Ao contrário do são-paulino, os responsáveis pela carreira de Cicinho estão otimistas. O jogador viajou à Itália no final de semana e conseguiu o último documento que faltava. Segundo eles, é provável que tudo se resolva antes do dia 31.

Porém, mesmo que o passaporte seja emitido no prazo, ainda haverá uma série de outros impasses para resolver, de acordo com Marco Aurélio Cunha. "Na Inglaterra, a situação não é tão simples assim. Ele precisa ter disputado um certo número de jogos pela seleção, precisa do visto de trabalho a tempo e por aí vai", destacou.

Outro problema é financeiro. O São Paulo só aceita liberar Cicinho se receber o valor da rescisão contratual, estipulada em US$ 12 milhões – o clube tem direito a 60% (US$ 7,2 milhões). Segundo o atleta, o Manchester está disposto a pagar isso, mas Cunha não crê que seja tão fácil assim.