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Caio deve dar a resposta hoje.

Curitiba, Porto Alegre ou Florianópolis. Uma das capitais do Sul do Brasil será a residência do técnico Caio Júnior no ano que vem. Valorizado pela campanha realizada ao longo do Brasileirão, o treinador é cobiçado – segundo bolsas de apostas – por Internacional e Figueirense, além do próprio Paraná Clube, que quer a permanência do comandante em suas fileiras para a disputa da Libertadores da América. Correndo por fora, nessa disputa, está o Sport Recife, um dos novos integrantes da Série A.

?Vou conversar com o presidente Miranda mais tarde?, disse Caio Júnior, que ontem passou o dia envolvido com o Footecon, congresso que reúne treinadores do país e do exterior, no Rio de Janeiro. ?Uma coisa é certa: além da questão financeira pesará muito o planejamento para o ano que vem?, disse o treinador, deixando claro que o primeiro aspecto para a renovação com o Paraná seria a certeza da montagem de um elenco competitivo, capaz de superar a primeira fase da competição continental (disputada no sistema mata-mata).

Caio Júnior, nas entrelinhas, deixa transparecer a sua preocupação diante da saída de alguns valores, sabendo que o clube pode conviver com dificuldades na busca por peças de reposição. Algo que não ocorreria no Internacional.

O clube gaúcho, que seguiu ontem para o Japão, onde disputa o Mundial Interclubes, não tem como certa a permanência do técnico Abel Braga. Caso o treinador seja confirmado como substituto de Autuori no Kashima Antlers, Caio Júnior poderia assumir o clube do Beira-Rio, nessa ?dança das cadeiras?.

A diretoria do Paraná sabe que não teria condição alguma de competir com o colorado gaúcho nessa disputa. Até porque a política ?pés no chão? não será alterada. ?Nossa cota não aumentou. Assim, nossa folha deve seguir nos mesmos padrões?, deixou claro o presidente Miranda, que oferecerá um aumento substancial a Caio Júnior, mas ?sem loucuras?. Planejamento equilibrado e bom salário, aliados à participação na Libertadores seriam argumentos suficientes, ao menos, numa eventual disputa com o Figueirense pela manutençãode Caio Júnior. A definição deve ocorrer no mais tardar, até amanhã.

Miranda, José Domingos e Durval Lara Ribeiro negaram que o clube já esteja fazendo contatos na busca por um eventual substituto para Caio Júnior. ?Isso é uma inverdade. Não tomaria nenhuma atitude sem antes falar com o Caio. Ainda acredito na sua permanência?, disse Miranda, que ontem acompanhou de perto a participação do treinador no Footecon. Caio Júnior tem contrato em vigência com o Tricolor até março e a intenção de Miranda é renovar esse compromisso até dezembro de 2007.

Artilheiro paranista na Gávea

A transferência de Maicosuel e Leonardo para o Flamengo ainda não foi concluída. A pedida salarial dos atletas foi muito além do que se imaginava e o clube carioca ?refugou?. O presidente José Carlos de Miranda foi taxativo diante do impasse e assegurou que a dupla se apresenta no Paraná Clube, logo após as férias.

Nenhuma das partes descarta uma reviravolta e ainda hoje uma nova reunião pode definir a negociação.

?Estamos conversando. Vamos ver se encontramos uma composição que agrade a todos?, disse Leonardo, que foi ao Rio de Janeiro acompanhado de seus procuradores. Na primeira reunião, no início da tarde, não houve acerto. Além de salários elevados – cerca de R$ 70 mil -, o atacante teria pedido também luvas antecipadas, o que ?assustou? o Flamengo. O rubro-negro passou a reta final do Brasileiro com salários atrasados e tentando o desbloqueio de verbas publicitárias da Petrobrás para saldar dívidas.

Os atacantes tricolores chegaram a ser anunciados na Gávea como o primeiros reforços para a disputa da Libertadores-2007. Isso porque entre os clubes, tudo ficou acertado. O Paraná libera Maicosuel e Leonardo por empréstimo de um ano, recebendo cerca de R$ 900 mil e a liberação de mais três jogadores de uma relação com onze nomes disponibilizados pelo clube carioca. Essa escolha seria feita pela comissão técnica, com base nas carências do elenco paranista, que necessitará de alas, meias e atacantes para a próxima temporada.

Já a questão de Maicosuel é mais delicada. O ex-jogador e empresário Lê, procurador do atleta, detém 40% dos direitos federativos do meia-atacante e não abre mão de sua parte na transação. Também a questão salarial de Maicosuel não foi ajustada, deixando a transação em suspense. ?Eu estou em Curitiba. Meu procurador é quem viajou ao Rio e acho que tudo pode evoluir até esta quarta-feira?, disse o meia-atacante. Destaque do time no primeiro turno, o jogador entrou em atrito com Caio Júnior e na reta final do Brasileirão sequer foi relacionado para o banco de reservas.

Com essas indefinições, a única transação concluída envolve o meia Sandro. O jogador viaja para a Turquia para os exames médicos de praxe, antes da assinatura do contrato de três anos. Negociação que gira em torno de U$ 800 mil, sendo que aproximadamente um terço deste valor vai para os cofres do clube. O restante do dinheiro fica com o fundo de investimentos e a L.A. Sports, que bancaram, num passado recente, a contratação do atleta junto ao Ituano.