Bernardinho teme bloqueio
e saque forçado alemão.

Depois de conquistar o inédito título do Campeonato Mundial de Vôlei, na Argentina, ano passado, a seleção brasileira masculina de vôlei joga pela primeira vez em solo brasileiro. O grupo comandado pelo técnico Bernardinho estréia hoje, às 10h, no ginasio do Ibirapuera, em São Paulo, na Liga Mundial 2003 contra a Alemanha.

“Uma estréia sempre gera ansiedade, ainda mais depois da conquista de um título mundial. Além disso, estaremos jogando em casa, o que acaba gerando cobranças”, disse Bernardinho. “A equipe ainda está sem ritmo de jogo, o que me preocupa. Sinto os jogadores ansiosos, apesar de terem feito bons treinos durante a semana e estarem focados no nosso objetivo”, acrescentou.

Bernardinho ainda não definiu os 12 jogadores que relacionará para a partida. “Só vou definir o grupo depois do treino desta noite (ontem). Tenho a preocupação de ser injusto, mas isto faz parte do processo”, comentou o técnico. Quanto ao adversário, Bernardinho admite que poderá ter dificuldades. “Eles acabaram de fazer quatro amistosos contra a Holanda e Rússia e devem chegar mais entrosados. Além disso, o fato de não serem favoritos, faz com que eles entrem mais relaxados”, ressaltou.

Dois fundamentos em especial preocupam o treinador. “A Alemanha tem um time muito alto e um bloqueio muito pesado. O Brasil sempre teve dificuldades com equipes de grande estatura. Outra arma do time deles é o saque forçado”, disse Bernardinho.

Apesar da falta de ritmo, o capitão brasileiro Nalbert destaca o espírito do grupo. “Gostei de ver como o pessoal está trabalhando, motivado e com a mesma cabeça, apesar de todo o sucesso. Acho que o time está bem para estrear na Liga Mundial, mesmo ainda estando longe da forma ideal.” Para o jogador, o confronto de hoje promete ser perigoso. “A Alemanha deve entrar com o saque suicida, como sempre faz. A responsabilidade de vencer é nossa. Se perderem para os campeões mundiais, vai ser normal. Se ganharem, vai ser um feito histórico”, analisa.

Assim como Nalbert, o ponta Giba também sabe que o Brasil não terá facilidade para vencer. “Jogar contra a Alemanha ou qualquer outro adversário é sempre difícil, pois estamos falando de uma estréia, quando todo mundo está mais ansioso e tenso. Hoje não tem mais time bobo. A Alemanha vem fazendo jogos duros de 3 sets a 2 e 3 a 1, por isso temos que manter o nosso nível sempre para não sermos surpreendidos. Eles têm saque e bloqueio muito fortes. Precisamos jogar com paciência se o nosso passe não começar a sair”, declarou Giba.

Do outro lado, o técnico alemão Stelian Moculescu não esconde que o seu grupo está motivado para enfrentar os brasileiros. “É sempre um desafio enfrentar uma das melhores equipes do mundo. Apesar da viagem longa, os jogadores estão ansiosos para o confronto de amanhã (hoje)”, afirmou o treinador.

Marco Aurélio dispensa três

O técnico da seleção brasileira feminina de vôlei, Marco Aurélio Motta, definiu ontem o grupo que viajará para a disputa da Montreux Volley Masters, que será realizada entre os dias 3 e 8 de junho, na Suíça.

Das 15 jogadoras que estavam treinando no Rio de Janeiro, 12 viajam. São elas: Marcelle, Fabíola, Karin, Valeskinha, Fabiana, Virna, Paula, Raquel, Sheilla, Renata, Sassá e Fabi. Kátia, Daniela e Luciana ficam de fora da primeira competição do time brasileiro na temporada.

Antes da estréia na Montreux Volley Masters, o time brasileiro fará três amistosos contra a Holanda, nos próximos dias 29, 30 e 31, na casa das adversárias. Em seguida, a equipe segue para a Suíça. O embarque do grupo para a Holanda está previsto para terça-feira.

GP

A preocupação com a pneumonia asiática levou os dirigentes da Federação Internacional de Volleyball (Fivb) a transferir o Grand Prix feminino para a Itália. A competição, que contará com a participação de 12 países, ainda terá as datas e o sistema de disputa definidos pela Fivb.