A falta de interesse nos campeonatos estaduais país afora, principalmente em relação aos grandes clubes, é confirmada pela dupla Atletiba. Atual tetracampeão, o Coritiba ficou no negativo com as disputas do Paranaense 2013, onde acumulou um prejuízo estimado em R$ 1 milhão. O Atlético, por sua vez, pelo segundo ano consecutivo leva a campo uma equipe sub-23 – priorizando sua participação na Libertadores -, e mesmo assim é o atual tetra-vice campeão da competição.

Mas, se o Paranaense está em descrédito com os clubes da Capital, o Cruzeiro, atual campeão brasileiro, não tem do que reclamar do Mineiro. É o que garante Marcone Barbosa, diretor de marketing da Raposa. ‘O Campeonato Mineiro é uma situação à parte em relação ao restante do Brasil. É um campeonato enxuto, o Cruzeiro joga 11 partidas na primeira fase, e chegando a final são mais 4 partidas. A receita de televisão é bastante considerável, se você fizer a conta do valor arrecadado com a televisão e dividir pelo número de partidas (15 partidas até as finais do Estadual), dependendo da fase em que o clube para na Libertadores o valor pode ser até superior à arrecadação da Libertadores’, garante o executivo.

Com a experiência de 121 jogos disputados com a camisa do celeste, em duas passagens por Minas Gerais, o meia Alex aponta que a diferença para os clubes de maior expressão mineiros aos paranaenses envolve o apoio local. ‘Eles acreditam muito em Cruzeiro e Atlético-MG. Agora aqui a gente acredita meio que duvidando’, afirma o jogador.