São Paulo – A Copa da Alemanha tem uma importância muito maior, para o árbitro Carlos Eugênio Símon, do que ser apenas o representante da arbitragem brasileira, pelo segundo Mundial consecutivo. Será a chance de o gaúcho apagar a má impressão deixada ao mundo após o escândalo da "máfia do apito", que baniu os ex-árbitros paulistas Edílson Pereira de Carvalho e Paulo Danelon.

"Fui trabalhar em diversos torneios e todo mundo vinha me perguntar sobre o que tinha acontecido. Eu sei muito bem que os olhos estarão voltados para o meu trabalho na Copa do Mundo. A cobrança é enorme, já que esse episódio manchou e manchou demais não só a arbitragem brasileira, mas também o futebol brasileiro", explica Símon, de 40 anos.

Ele faz questão de destacar que tudo não passou de um caso isolado, envolvendo apenas dois árbitros. Por isso, o termo "máfia" não deveria ser usado, para não prejudicar os outros juízes que nada tiveram a ver com o escândalo de manipulação de resultados nos campeonatos paulista e brasileiro das Séries A e B, em 2005.

Por enquanto, o gaúcho continua na lista dos 44 árbitros e 111 auxiliares pré-selecionados pela Fifa para trabalhar na Alemanha. Destes, apenas 30 serão aprovados, após uma série de testes físicos e psicológicos, uma prova sobre as regras do futebol, além de uma entrevista. Essa maratona acontecerá de 22 a 25 de março, em Frankfurt. Símon espera viajar pelo menos quatro dias antes.

O gaúcho está confiante em ser aprovado. Motivos para isso ele tem de sobra. Afinal, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) abriu as portas da Granja Comary, em Teresópolis, para que Carlos Eugênio Simon e os auxiliares Aristeu Tavares e Ednilson Corona recebessem atenção especial, visando somente a preparação para a Copa.