Monza – Ser rápido é o que conta em corridas de automóvel. E entre hoje e amanhã, em Monza, mais algumas barreiras podem ser quebradas na história da Fórmula 1. A mais significativa delas é a de velocidade máxima absoluta, que foi registrada no GP da Itália do ano passado: Michael Schumacher passou pela reta dos boxes da pista mais veloz da categoria a 368,8 km/h. A tendência, diante da melhora da performance dos carros neste ano, é de que alguém chegue a 370 km/h hoje, nos treinos, ou amanhã, na corrida, se não chover.

“Certamente essa marca será superada”, prevê Jarno Trulli, da Renault. “O problema é que nessas velocidades os pneus tendem a se deformar.” Talvez isso explique os estouros registrados em Spa, há duas semanas (foram quatro), outra pista muito rápida, e em Monza (dois), nos testes da semana passada.

Mas não é só esse recorde que pode cair no fim de semana. A volta com maior média de velocidade de todos os tempos foi feita por Juan Pablo Montoya em 2002, sempre em Monza, quando ele fez a pole: 259,827 km/h, com o tempo de 1min20s264. Ontem, nos treinos livres para o GP da Itália, Schumacher chegou perto, fazendo 1min20s526, com média de 258,982 km/h.

Nos testes no circuito italiano na semana passada, Antonio Pizzonia registrou 1min20s027, média de 260,597 km/h ? mas sem sistema de cronometragem da FIA, a marca não é considerada oficial. Se alguém, hoje, baixar o tempo de Montoya de 2002, terá estabelecido novo recorde.

Mais um: o de corrida com maior média de velocidade de todos os tempos. Pertence a Schumacher, em Monza no ano passado. Ele completou as 53 voltas do GP da Itália com a média de 247,585 km/h. E sua melhor volta, 1min21s832 (254,848 km/h), foi igualmente a mais veloz da história em média, tratando-se de corrida, não de treinos.

Luca Marmorini, engenheiro da Toyota, diz que quando se passa do patamar de 350 km/h, para ganhar alguma coisa em velocidade final é a aerodinâmica que mais conta. “Para aumentar mais 1 km/h, é preciso mais uns sete ou oito HP de potência no motor. Mas se você mexer no ângulo de ataque das asas, dá para tirar uns 5 ou 10 km/h a mais”, explica.