A Corte Arbitral do Esporte (CAS) rejeitou nesta sexta-feira um recurso do velocista Churandy Martina, das Antilhas Holandesas, e manteve a eliminação do corredor na final dos 200 metros rasos na Olimpíada de Pequim, em agosto do ano passado. Martina foi desclassificado por invadir a raia a seu lado, perdeu a medalha de prata, e foi à CAS, instância máxima da justiça desportiva, para tentar recuperar o prêmio.

A corte declarou que, e acordo com as regras do atletismo, a decisão dos árbitros de pista é soberana, e que nem sequer caberia o recurso. “O árbitro não encontrou nenhuma circunstância excepcional que deixasse espaço para uma revisão do resultado”, afirmou a CAS.

A prova foi vencida por Usain Bolt, que marcou o novo recorde mundial, com 19s30. Martins chegou em segundo, com 9s82, à frente dos americanos Wallace Spearmon, Shawn Crawford e Walter Dix. Spearmon, que também invadiu uma raia, foi imediatamente desclassificado.

A eliminação de Martina, no entanto, saiu apenas após uma apelação da equipe norte-americana – que, segundo os dirigentes antilhanos, foi feita depois do prazo regulamentar de meia hora após o encerramento da prova. Assim, Crawford – ouro nos Jogos de Atenas, em 2004 – levou a prata, e Diz, o bronze.

Martina, no entanto, não ficou sem medalha na prática: ele recebeu de Crawford o “presente” num encontro em Zurique, no ano passado. “Eu sinto que ele a merece mais que eu. Ele me venceria de qualquer jeito, não atrapalhou a corrida de ninguém e ainda deu a volta olímpica, então posso entender seu embaraço”, afirmou o americano, na ocasião.